<%@LANGUAGE="VBSCRIPT" CODEPAGE="1252"%> :: Girando pelo Universo ::
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Segunda-feira, Junho 30, 2003

Nossa, tem cada doido que chega aqui. Um veio procurando uma resenha crítica de Cidade de Deus. Outro apareceu do Google de Portugal querendo legendas de XMEN2. E finalmente, mas não menos importante. Chegaram aqui querendo "Aprender a dançar 'Brilha la luna' Rouge". Um é um plageador preguiçoso que queria copiar o trabalho na internet. O outro baixou um DIVX pirata na internet. Vê-se que estou mesmo muito bem frequentado. E o(a?) do Rouge é demente.

Ah, sim. Também teve gente que chegou aqui procurando por Id Man. Blog errado, meu caro.

Sou louco! Doido mesmo.

- T., estou com vontade de te dizer uma coisa, mas estou meio sem coragem.
- Pode falar....
- Pode ser um pouco de loucura da minha parte perguntar isso agora. E nessa situação de distância, mas eu estou com uma vontade enorme de dizer (olha o suspense...)
- ai Meu deus...
Estou começando a ficar agoniado....
Vc sabia q eu tmb sou curioso...
Vc quer me matar de ansiedade, é???
- Você que namorar comigo?
- Quero.... Quero.... Quero.... Quero.... Quero.... Quero.... Quero.... Quero.... Quero.... Quero.... Quero.... Quero.... Quero.... Quero.... Quero.... Quero.... Quero.... Quero.... Quero.... Quero.... Quero.... Quero.... Quero.... Quero.... Quero....


Pois é. Estou namorando. Agora oficialmente. E estou muito feliz por isso. Mais feliz eu vou ficar quando o meu namorado chegar de Brasília para me ver, daqui a duas semanas. Nossa, como é bom dizer isso! Meu Namorado. :-)

Domingo, Junho 29, 2003

Estou muito feliz. Muito, muito feliz.

Hoje, conversando com o T. pelo icq, percebi uma coisa linda. Que ele está sentindo a minha falta tanto quanto eu a dele. E que estamos gostando um do outro. Não tem nada melhor que sentir alguma coisa por alguém e ser correspondido.

Estava inseguro de ficar fantasiando coisas e gostando sozinho de alguém que está longe. Mas agora estou feliz, porque sei que tem alguém que também gosta de mim do lado de lá.

O melhor é que ele confimou que vem mesmo para BH em julho! Já estou contando os dias...

Fim de semana relativamente tranquilo. Na sexta, marquei de sair com minha prima Ju, com a intenção de irmos ao cinema, mas como fiquei ensaiando até tarde, acabamos indo só no Mc Donald's. Dormi na casa dela e fomos sábado ao cinema, assistir O Homem que Copiava. Muito bom! Recomendo. À noite fui ao show de uma amiga minha e cantei um bocado também. Acordei domingo as 13h00 e fiquei o dia todo à toa em casa, tentando consertar o meu computador, que quebrou.

Sexta-feira, Junho 27, 2003

Ontem encontrei com vários blogueiros na Savassi. Tava bem legal.

Pessoas. Ah, pessoas. Pessoas são sempre complicadas. Caso contrário não seriam pessoas. A vida é assim. Uns amam, outros odeiam, uns brigam, outros perdoam, outros se orgulham, outros choram, outros não. Todo mundo erra. Todo mundo acerta. Todo mundo quer ser feliz. E toca pra frente!

Sou muito sentimental mesmo. Não fico com ninguém por ficar. Nada se não tiver conversado um pouco e gostado antes da pessoa. E quando me envolvo com alguém, normalmente é pra valer.

Para vocês terem um idéia, além do T., eu fiquei com 2 pessoas em todo o ano de 2003 (Hahaha! Pensem em comprarar o meu gráfico como o do SGMED...). Aliás, 3, contando com uma menina.

E de todas os caras que com quem eu fiquei na vida, além do T., só um (sim, um) não se tornou meu namorado. Ou seja, eu sempre entro de cabeça numa relação, acabo me envolvendo demias, gostando demais. E é assim que eu estou me sentindo em relação ao T. Queria que ele estivesse do meu lado, mas relacionamentos à distância são tão complicados! Ainda não conversamos sobre isso e eu não quero ficar cobrando nada, aliás, é péssimo cobrar as coisas assim, não devemos nada um para o outro. Mas, por outro lado, me sinto envolvido e isso inclui não ter vontade de ficar com outras pessoas, etc e tal. Ai, ai, ai... Por que é que eu sou assim tão intense feeling?

Gosto de pessoas sensíveis.

Talvez não pareça, mas eu também sou assim. Na verdade, sou sensível ao extremo. Tudo me afeta. Por isso algumas vezes eu me escondo atrás de um muro - de timidez - para não demonstrar meus sentimentos. Só que pessoas sensíveis como eu conseguem me desarmar. É bom ser você mesmo. Deixar as emoções saírem sem muita vergonha ou medo de ser julgado.

Quinta-feira, Junho 26, 2003


Lágrimas de desilusão
Lágrimas de perdão
Lágrimas de despedida
Lágrimas de saudade...


Vi esse quiz no blog do Gotas. Depois todo mundo copiou.

You are blue. You are somewhat innocent, in the fact that your genius only extends to the physical world. You have a false sense of contentness. You are usually the quiet one, the genius. Everyone can count on you to help when they have problems, but you only fall short of being able to solve your own.


Posts, posts, posts!

Estou ficiando viciado nesse negócio... Acho que vou montar o B.A. - Blogueiros Anônimos. Estou imaginando a cena. Bandos de blogueiros sentados em roda, cada hora um depoimento:

- Minha vida tornou-se uma sucessão de posts. Não conseguia mais trabalhar, não tinha vida social, família. Só vivia para postar, ler e comentar. Até que eu descobri o B.A. E estou há 2 dias, quatorze horas, vinte e cinco minutos e 3 segundos sem postar.

Tsc, tsc, tsc...

Quando ainda estava no 2º grau, ficava sempre com uma turminha de amigos mais chegados. Umas seis ou sete pessoas. Essa foi a minha turminha na maior párte do curso - e na maior parte da minha vida no período, já que eu estudava em tempo integral. De todos eles, o Lucas era o mais homofóbico de todos. Nunca perdia uma oportunidade para soltar piadinhas da pior espécie sobre gays. Nem de expressar suas opiniões de que gay tem que apanhar e morrer. Sempre tive pavor desses pensamentos. No último dia de aula fizemos um amigo oculto e um jogo da verdade na casa de um desses nossos amigos. Contei para eles que era gay. No geral, reagiram bem, embora com uma certa estranheza, natural. Alguns se distanciaram um pouco.

Hoje, estava na Praça Sete, quando encontrei o Lucas de novo. Ele me cumprimentou super bem, me deu um abraço e foi completamente receptivo comigo. Me convidou para ver a exposição de telas em auqarela do artista plástico Nemer, ali pertinho. Nunca imaginei que isso fosse acontecer.

Detalhe: hoje ele estuda Deisgn e Biologia. Mas, ao que parece, continua sendo "o garanhão".

Hoje ocorreu um grande acontecimento virtual. O meu blog acaba de atingir a marca de 1.000 visitas! Nossa, quanta gente... Isso às vezes me assusta.

- Você está estranho, Guess, o que você tem?
- Saudade...

Ontem fuia o cinema. Vi Todo Poderoso, com o Jim Carrey. Querem saber? Achei o filme uma droga. Fora algumas raras partes, não achei graça nenhuma. Não sei se é o filme que é ruim ou se era eu que não estava no meu melhor humor. Depois do cinema, fui ensaiar para um show no sábado, dia 05, só com músicas do Chico Buarque, cantadas por 12 vozes em formação.

Hoje mais tarde vou me encontrar com os blogueiros.

Na segunda-feira, ainda em Brasília, enrolei na cama. Sabia que seria um dia longo e que o Rindu estria o dia todo fora, trabalhando.

Atenciosas, a Venina e a Cleo conversaram um pouco comigo. Bloguei durante a manhã. Logo, o Rindu chegou para almoçar.

Depois do almoço, com medo que eu morresse de tédio, o Rindu combinou com a irmã dele que me deixasse em um shopping para que eu pudesse ir ao cinema.

Cheguei ao Brasilia Shopping por volta das 15h30. Vi que o filme que eu queria assistir passaria as 16h40 e terminaria as 18h50, bem na hora deo Rindu me buscar. Seria o tempo de dar uma boa volta pelo lugar e comer algo. 20 minutos antes do filme fui para a fila, que, para a minha surpresa, estava enorme. Resultado: sessão esgotada. E eu lá esse tempo todo.

Tentei várias vezes ligar para o T., mas as que eu consegui, a ligação estava péssima. Não entendia nada. Ele também me ligou algumas vezes, sem sucesso. Quand conseguimos nos falar, ele estava na prota no cinema e tinha tentado me chamar para ir com ele.

- Vem cá me buscar! - falei
- Não dá tempo. O filme vai começar agora.

Droga! Perdi dois filmes numa cajadada só! Fiquei como um ermita andante dando voltas naquele shopping minúsculo até 19h00, quando eu pedi para o Rindu me tirar logo dali. Já tinha decorado todos os preços das vitrines. Conheci o Faber Castell, que é muito bonito. Conversamos rapidamente, mas eu não estavano mais normal dos meus humores. Sei lá o que ele achou de mim. Fomos para um outro shopping lá perto que eu não lembro o nome tomar um Capuccino. E de lá, fui pegar minhas malas na casa do Rindu.

Logo apareceu por lá o T. para se despedir de mim. Não pudemos demorar muito, pois estava em cima da hora. Dei-lhe um abraço forte, e um beijo a portas fechadas no quarto do Rindu. Fui para a rodoferroviária no carro dele, pois o Rindu iria buscar o Koalim e tinha medo que se atrasasse. Mão na coxa, cabeça recostada no ombro. Momentos de despedida.

Por incrível que pareça, o Rindu chegou antes da gente. O Koalim tava com suspeita de pneumonia e preferiu não ir. Eu estava meio baratinado, ansioso. Tive que preencher a passagem e o ônibus já estava saindo. Dei um abraço no T., outro no Rindu. Estava mesmo emocionado. Minha viagem tinha sido excelente e acabava ali. Além de me despedir de Brasília do meu mais novo amigo de infância Rindu, estava me despedindo do T. Não queria que a nossa história se acabasse por ali.

Sentei no assento do ônibuis e de repente bateu uma emoção mais forte. Lágrimas começaram a rolar, meio sem controle. Fui chorando a viagem toda, até dormir. Quando acordei, mal conseguia abrir os olhos, pregados e minha camisa azul estava com marcas do sal das lágrimas que se evaporaram. Desci numa parada, lavei o rosto, bebi meio ligro de água mineral e voltei, recomposto. Era hora de encarar a reliadade, mais uma vez.

Quarta-feira, Junho 25, 2003

Saindo da UnB, fomos pegar as bagagens do Id Man e levá-lo até a Rodoferroviária. Quando ele arrumava as coisas, fui ao banheiro e desabei. Chorei, lavei o rosto e saí para levá-lo. O Id é um cara fantástico. Engraçado, inteligente e autêntico. Tem um futuro brilhante pela frente. Dei-lhe um abraço forte e disse que estaríamos todos esperando por ele em BH. E estamos mesmo. :-)

Ônibus na estrada, fomos até a Blockbuster mais próxima para alugar um filme. No carro, liguei para o T., do telefone do Koalim. Ele não atendeu. "Deu end", pensei. Por mais que estivesse me sentido enganado, não conseguia pensar no T. de maneira ruim. Não conseguia imaginar que ele estivesse fazendo aquilo com uma má intenção. Que ele fosse uma pessoa de índole ruim. Ainda tinha esperanças de não ser verdade aquilo, sei lá. E a idéia de que ele não tivesse me atendido de propósito doía.

Queríamos ver Domésticas, mas não tinha. Tentamos então Oito Mulheres, que já estava alugada. Nesse meio tempo, a Dani Wild On ligou para o Rindu. Conversamos um pouco, ela é muito legal. E disse que talvez também venha para BH (vai ser "a" festa!).

Acabamos ficando com Revelação, um suspense de terror leve. Ainda na Blockbuster, antes de irmos embora, o telefone do Koalim toca. Era o T. O Koalim me deixou atender.

- Alô? - Disse
- Alô. Quem fala?
- É o Guess.
- Oi Guess. Aqui é o T.... aliás, B.
- (pausa) Âhn? O que? Alô? Não entendi.
- É o B.
- Oi B. Te liguei aqui do telefone do Koalim para avisar que estamos indo assitir a um filme na casa da mãe dele agora.
- Tá bom. Eu vou para lá.


Estava confirmado. Não tinha escapatória agora. Ele era mesmo T.

Chegamos na casa da mãe do Koalim e pedimos Giraffas em casa. Comemos até que o T. chegou. Ele demorou um pouco (ou talvez fosse a minha ansiedade). Assim que o vi tentei não tocá-lo inicialmente, para demonstrar que eu não estava muito feliz com ele, mas na primeira vez que ele colocou a mão sobre a minha, me rendi. Dei-lhe um abraço, um beijo e ficamos ali conversando um pouco. O Rindu e o Koalim até se afastaram um pouco, esperando que a gente conversasse sobre o nome dele, mas não seria ainda naquela hora.

Assistimos ao filme deitados, abraçadinhos, enrolados em um cobertor, em beio a beijos apaixonados. Nós no sofá, Rindu e Koalim num colchão no chão. Tentavaprestar atenção no filme, mas o T. me puxava para me dar um beijo. Depois que o filme acabou, ficamos um bom tempo lá ainda. Foi muito bom, só não melhor porque eu sabia que ainda havia uma mentira ali.

Fomos embora. Reindu e Koalim num carro, foram na frente. Eu e o T. entramos no carro dele e, antes que ele desse partida, falei:

- Preciso conversar com você.
- Eu também tenho uma coisa para contar. Acho que é a mesma coisa.
- Eu já sei, T.


Comecei a chorar. Compulsivamente. Nessa hora ele me abraçou forte.

- Me desculpa. E continuou: - Se faz diferença, assim que eu terminei o relatório, fui à missa rezar pelo que estava acontecendo. E comecei a chorar. Eu devia ter dito logo o meu nome assim que conheci o Rindu, mas ele já tinhame apresentado pro Koalim como B., não sabia o que ele iria pensar se eu desmentisse. E o tempo foi passando, eu fui sendo apresentado para os outros como B. e tudo foi ficando cada vez pior e pior. Não sabia o que fazer.


Demos um abraço forte, longo... bonito, molhado de lágrimas. Disse que o perdoava, que estava tudo bem agora. Que estava feliz porquepodia chamálo deT. Deitei no seu colo, ele deu partida e ficamos assim no caminho de volta para casa. Ele dirigindo comigo deitado em sua coxa. Acalmei-me um pouco, mas logo veio uma outra crise de choro. Disse, soluçante:

- Não estou mais chorando porque seu nome não é B. Estou chorando porque sei que depois de amanhã eu não vou mais poder te ver.

Chegamos à porta da casa do Rindu. Abracei-lhe forte, beijei-o, estava sofrendo porque sabia que a distância ia nos separar. Toca o telefone. É o Rindu. Ele tinha que trabalhar no dia seguinte, logo, não poderíamos ficar ali muito tempo. Disse que estava entrando e ele foi abrir a porta para mim.

Quando a porta se abriu, meu rosto devia estar inchado de lágrimas.

Tá tudo bem, Guess?

Fiz um sinal qualquer com a cabeça. Ele me abraçou forte, e eu chorei no seu ombro. Precisva mesmo de um ombro para chorar naquele momento. Contei-lhe tudo o que tinha acontecido e ele disse que também perdoaria o T. Disse-me para eu me acalmar, que Brasília nem era tão longe assim. E disse-me uma coisa, citando o Antoine de Saint-Exupèry, que eu nunca mais vou esquecer:

- As pessoas vêm e vão todo o tempo nas nossas vidas. Mas elas nunca se vão da mesma forma que vieram. Ao partir, deixam conosco uma parte delas, enquanto levam consigo um pedaço nosso.

Fui dormir. Deitei na cama e fiz uma coisa que há muito, mas muito tempo mesmo eu não fazia. Agradeci a Deus. Com fé, em voz alta, chorando. Agradeci por Brasília, agradeci pela amizade do Rindu, agradeci pelo T. e pelo perdão dele. Fiquei então tranquilo e dormi.

No domingo, acordei mais cedo, pois eu não tinha ido à boate. Tomei café com a mãe do Rindu. Estava meio apreensivo, pois sabia que por ela eu não era muito bem-vindo ali. Ela é muito bonita e chique, bem pose de colunista social mesmo. Conversamos amenidades e ela me perguntou o que fizemos, onde fomos e falou um pouco de Brasília. Na primeira oportunidade, tratei logo de sair dali. Não tenho estômago para essas hipocrisias (com todo respeito à sua mãe, viu, Rindu). Voltei para a cama.

Lá pela hora do almoço, os meninos acordaram e seguimos para a casa da mãe do Koalim. Ela tinha nos convidado para almoçar lá. Liguei para o B., que disse que iria também.

A mãe do Koalim mereceria um post à parte. Ela é absolutamente fantástica. A mãe sonho de todos nós. Ela é socióloga, está fazendo mestrado, dá aulas de arte como voluntária para presidiários e já morou no Marrocos. Fomos chegando e ela já foi comentando da parada gay e mostrando textos sobre ela no jornal. Fiquei impressionado e encantado com a naturalidade com que ela lidava com aquilo. E com a liberdade de carinhos e beijos que o Rindu e o Koalim tinha na frente dela. Ela é do tipo que pode ficar horas conversando conosco sobre todos os assuntos, sempre de maneira divertida. Alto astral!

O B. chegou assim que terminamos o almoço. Ficamos de mãos dados sobre a mesa do almoço, de um lado, enquanto o Rindu e o Koalim também estavam assim do outro (e o Id Man no meio), numa conversa super agradável com a mãe do Koalim. Nesse meio tempo, o Rindu teve que sair, pois daria uma palestra no grupo jovem da igreja.

Enquanto ele estava fora, tivemos o momento Café Clodovil, quando usamos uma cafeteira fantástica de vidro, com design italiano e cuja água é fervida com uma chama num pavio. Um coisa fina. Bem viada mesmo. Tive também um momento de auto-promoção, num raro acesso de falta de modéstia, quando contei aos presentes as minhas aventuras comerciais e profissionais precoces, minhas palestras, entrevistas e aparições em capas de jornal por aí.

Algumas xícaras de café depóis, volta o Rindu e solta essa:

- Oi B., encontrei com a sua prima lá na palestra. Ela te mandou um abraço! Me falou muito sobre você.

Na horanão achei nada de mais, apesar de perceber um certo tom leve de sarcarsmo nas palavras dele. Saímos de lá e fomos para a Ponte JK - a oficialmente mais linda do mundo.



No caminho, o Rindu, o Id Man e o Koalim se afastraram um pouco de mim e do B. Conversavam alguma coisa em voz baixa, me pareceu. Abstraí. Quando chegamos ao meio da ponte, decidimos dar meia volta. Nessa, o Rindu veio na frente, colocou amão no meu ombro e foi andando comigo, me afastando do grupo.

- Adorei que você tenha vindo para Brasília, blá, blá, blá...
- Eu também, esta viagem está sendo maravilhosa blá, blá, blá...


Quando tomamos certa distância, escuto essa:

- O B. não se chama B. O nome dele é T.
- O que?
- Eu encontrei a Fernanda (prime dele) na palestra e ela me disse que você amigo do primo dela. "O B.", eu disse. E ela respondeu: "Não. O T."
- ... (suspiro)
- Os meninos seguraram o T. lá atrás na ponte para eu vir aqui te contar. Acho que você tinha que saber.


Nessa hora, o chão se abriu ambaixo de mim. Porra, depois de três dias juntos e o cara estava me enganando o tempo todo! Ele estava andando no nosso carro, comendo na casa do Rindu, aparecendo nas nossas fotos, sendo apresentado para os mesmos amigos. E o tempo todo como B.. Me senti muito mal. Porque àquela altura já estava envolvido, gostando mesmo do cara. Senti-me enganado, traído.

O T. percebeu na hora o que se passava. Tanto que foi para casa na mesma hora, para "terminar o relatório". Nisso, fomos conhecer a UnB, o "minhocão" (um prédio gigantesco de 900 m que existe lá). Juro que tentei curtir o lugar e ficar no meu estado normal, mas não conseguia. Ficava pensando na imagem dele e no nome T. na minha cebeça e em como as duas coisas não estava relacionadas para mim. Estava muito triste por dentro.

Terça-feira, Junho 24, 2003

Back to Brasilia reports. Acordamos no sábado super tarde. Por isso nem almoçamos. Tínhamos um dia meio longo pela frente. Fomos ao apartamento do Koalim e de lá partimos para o City Tour II - A Missão. Primeira parada: Memorial JK, onde conheci muitas coisas sobre o presidente Juscelino e a construção de Brasília. Inclusive que ele dava um lápis com uma mega-ultra-bitola como lembrança de Brasília aos seus amigos e correligionários, o que nos rendeu muitas piadinhas fálicas sobre o objeto. Bem do tipo "Gostou de Brasília? Não? Então pega o lápis e..."


Memorial JK


Eu e o B. - assim como o Rindu e o Koalim - estávamos no maior love, aproveitando todos os cantos escuros e ou vazios para darmos beijos e trocar carinhos.

De lá, seguimos para o ensaio da Quadrilha na paróquia do Rindu. Como meu par não iria ensaiar, arrumei de improviso uma menina, muito bonita e gente boa, por sinal, que estava por lá. O nome dela era Fernanda. Dançamos e, no final, eu descobri que ela era prima do B. Senti um certo afastamento dele ali. Ele estava um pouco sem graça, chateado com alguma coisa.

Estávamos azuis de fome. De lá, fomos para a Praça dos Três Poderes e até assistimos à troca da guarda, com direito a cornetas tocando, drações de independência e todas essas coisinhas. Tiramos um monte de fotos e fomos comer no Giraffas (pois é. Nosso "almoço" estava saindo quase às 18h00). Aliás, muito legal o Giraffas. Não tem Giraffas em BH.

De barriga cheia, fomos para a Ermita Dom Bosco. Dizem que Dom Bosco teve um sonho sobre Brasília séculos atrás. Ele escreveu tal sonho, apontando a exata latitude e longitude do local onde a cidade foi construída. Nessa posição foi construída uma ermita em sua homenagem e de lá tem-se uma maravilhosa vista da cidade e do lago. Ficamos lá, eu e o B., junto com o Rindu e o Koalim, beijando-nos, enquanto parávamos para rir do Id Man e suas falas espirituosas.

De lá, fomos nos arrumar para a quadrilha. O B. foi fazer o Relatório da faculdade e nós ficamos nos aprontando, quando chegou a Adriane, linda, loira e com seu 1,70 m de altura para ser meu par. Ela se trocou e se arrumou, eu tomei banho, depois o Id Man e mesmo depois de todo esse tempo o senhor Rindu continuava no banheiro. Ele levou pelo menos 2 horas entre banho e a escova com o famoso secador Taiff. Após alguns telefonemas do pessoal dizendo que só faltava o noivo - Rindu - para a quadrilha começar, nos aprontamos e chegamos praticamente na hora de dançar.

No final da quadrilha, fiquei morto. Tava morrendo de calor, depois de dançar tudo aquilo. A Marcela, irmão do Rindu tirou milhares de fotos, enquanto dançavamos sob olhares incrédulos da mãe dele. Foi muito gostoso, mas a festa acabaou praticamente junto com a dança. Não havia mais muito o que fazer, as barraquinhas fecharam, a comia acabou, então ficamos lá. Achei meio estranho a fato de o B. não ter aparecido. Liguei para ele, que ficou de ir até lá. Ele chegou, um pouco distante de todos, um ar levemente triste.

Saindo de lá, fiquei no carro dele. Fomos até o Pontão, um lugar muito bonito na beira do lago, com vários restaurantes e bares. Ele parou o carro no estacionamento e comçamos a nos beijar. Algum tempo depois ele pára.

- Que foi? - perguntei.
- Tem um segurança do lado da porta do carro.
- Vich! Ele está olhando para a gente?
- Não sei.


Nesse momento, só ouvi um "plec, plec, plec" no vidro do carro.

- Não permitimos casais no estacionamento. - advertiu o segurança. Eu de costas para ele, imóvel, enquanto a cara do B. se cobria de vergonha.
- A gente já está saindo. - Ele disse.
- Boa noite

Foi até simpático, o segurança. De lá seguimos para a porta da casa do Rindu, onde ficamos até o início da madrugada. Fiacríamos mais se ele não viesse bater no vidro do carro, me apressando para me arrumar, poir iríamos para a boate Garagem, a única gls da cidade. O B. não queria ir, estava com dor de cabeça. Eu também desanimei. Não sou fã de boates gls e já tinha me arrumado com o meu gatinho brasiliense, com quem estava curtindo ficar. Não tinha muito a ver deixar ele passando mal e ir para lá. Fiquei em casa tentando bloggar (a internet ADSL do Rindu tava com problemas). Fui dormir e só ouvi o barulho deles chegando as 6h00 da manhã.

Desde que eu cheguyei de Brasília estou num sono só. Uma dorzinha de cabeça de leve. Ainda não caí 100% na realidade.

Acabei de ligar para o T. (antes B.) e bateu uma saudade muito forte no peito. Dessas que você quer chorar de vontade de ter a pessoa do seu lado de novo. Ele está pensando em vir para BH com o Rindu, se ele vier mesmo. O problema maior é o final de semana do dia 05/07 vai cair bem no final do semestre da faculdade dele. Bom, mas talvez dê para sair sexta à noite e chegar na segunda de manhã, sme prejudicar as aulas. O foda é estudar e fazer todos os trabalhos. O curso dele não é dos mais fáceis. Eu quero muito que ele venha.

Que lugar maravilhoso o restaurante do F.! Decoração no ponto certo entre simplicidade, conforto e sofisticação, música ao vivo de primeiríssima qualidade, super introspectiva (e no volume certo) e uma comida per-fei-ta! Sem contar nos dois, o F. e o M., que nos receberam de braços abertos. Os dois são o sonho de todo cara gay. Casados, bonitos, cultos, inteligentes, bem-sucedidos, rodeados de amigos. Felizes.

Fiquei impressionado quando o F. veio conversar comigo, comentando várias coisas da minha vida e fatos, como os de que eu adiei a vinda para Brasília. Nossa! Ele lia meu blog. Fiquei até lisongeado com aquilo. Mesmo. Não sabia que eu tinha leitores de tão alto gabarito, heehehe...

Que lugar bacana (já disse isso)! Ques garçons excelentemente bem treinados e cordiais! E que elegância e perspicácia a do F., de mandar servir a sobremesa bem na hora em que eu e o Id Man estávamos começando a nos alterar por causa do álcool, numa sabedoria infinita. (Era um Proterolle - né F.? Divino. Sovete de creme com calda de chocolate. Muito fino). Pelo que eu e o Id conversamos, somos os dois fracos para bebida. Se eu morasse em Brasília e pudesse ($), não ficaria mais de 15 dias sem passar por lá. Pena que nas minha situação atual, só poderei voltar no próximo convite dos donos. (É triste a pobreza).

Lá pelas tantas, chegava o B. (que bom!). Nessas alturas, creio que já tava na cara para o Rindu e Id Man que estava rolando um clima. Tanto é que o próprio Id Man levantou-se para nos deixar mais próximos e à vontade. Eu sou uma negação para demonstrar interesse, fico nervoso, falo besteira. Mas consegui me portar com a mínima dignididade, eu acho. Fomos os últimos a sair do lugar, perfect night.

Ainda na porta do restaurante, com a rua praticamente deserta, o Rindu e o Koalim começaram a se beijar.

- Ai que inveja boa desses dois. - disse.

O Id Man, vendo a deixa, começou a se afastar um pouco de nós.

- Vamos fazer igual?

Logo estávamos nos beijando também, deixando o Id Man sobrando, coitado. E com um jeitão e graça que só ele tem, começou a abstrair e dançar com a música que tocava no som do carro, num momento drag descontrol total, fazendo que lixava a unha, secava o esmalte e mexia no mega-hair. Só no cabelão! Hahaha!

Fui embora no carro do B. e ficamos do lado de fora da casa do Rindu até as 4:00 da manhã, até que ele veio bater na janela do carro para me deixar a chave, pois já era tarde e ele queria dormir. Isso é que é anfitrião!

Saindo do Itamaraty, fomos à famosa Praça dos Três Poderes e à Catedral de Brasília, que é deslumbrante de bonita. Uma das mais belas obras do Niemeyer, na minha modesta opinião. De lá voltamos para a casa do Rindu para comermos o pão-de-queijo de Venina, um dos melhores que já provei. Palavra de mineiro.

O B. foi para a casa, pois tinha que fazer um relatório para a faculdade. E nós fomos nos aprontar para ir ao teatro. Lembram do Ator, que virou Galã e depois Garotin? Pois é, fomos assistir à peça dele, no Teatro Garagem, chamada Alguém me Empresa uma Caneta Azul para a Prova?, que fala um pouco da história da UnB, marcada pro repressão e luta no período da Ditadura.

Quando estávamos saindo para ir à peça, o B. ligou. Disse que queria ir também e a gente passou o endereço. Para variar chegamos em cima da hora, porqe ainda tivemos que parar no Pão de Açúcar para comprar 1Kg de alimento não perecível. Ficamos esperando um pouco pelo B., mas como o teatro estava lotando, entramos na fila. Comecei a ficar um póuco aflito com a demora dele em chegar. Nessa hora é que percebi que estava mesmo sentindo alguma coisa por ele. Por uma sorte absurda, o último lugar acabou exatamente quando o Id Man, último de nós quatro (incluindo o Koalim) entrou. O Rindu ligou para o B., dizendo que a casa estava lotada. "Vou tentar entrar mesmo assim", respondeu ele. Quando ele chegou estávamos dentro do saguão, com as portas fechadas. Eu o vi pela porta de blindex e deu um aceno. Ele ligou e disse que voltaria para casa, para fazer o tal Relatório da faculdade.

Assistindo a peça, lembrei dos meus tempos de teatro. A peça que eu apresentei no Festin em 2001 tinha a mesma linguagem (e o mesmo cenário, cadeiras de colégio, que viravam mil coisas de acordo com a forma que eram empregadas). O Garotim é bom ator. Precisa trabalhar alguns excessos, naturais, mas tem muita expressividade.

Saindo do teatro, nos encaminhamos para o restaurante do F., assíduo leitor e comentarista do blog do Rindu (e espero que daqui também). No caminho, ligamos para o B., que estava em casa e disse "Ok. Estou indo para aí". Ele tinha saído de casa, ido até o teatro, voltado e ainda animou de sair de novo para ir ao restaurante. O Rindu comentou "O B. está interessado por algum de vocês dois. É muita animação...". Pois é. E um de nós dois também estava interessado nele.

:: Lembranças Brasilienses ::

O Banheiro do Itamaraty


Quando chegamos ao Itamaraty faltavam 15 minutos para o próximo horário de visitas. Nesse tempo, ficamos esperando no saguão e entramos no banheiro. Um banheiro com mármore do teto ao chão, normal. O Rindu teve um surto e começou a rir e falar que tínhamos que tirar uma foto dentro do banheiro do Itamaraty. Eis que, quando estávamos preparando a pose.... "Tschrooooooooooooooowwwwww" (barulho da descarga, não sou muito bom em onomatopéias). Sai um homem de um dos reservados com a cara mais espantada do mundo ao ver aquela cena.

Aí o Rindu solta a pérola:

- Você poderia bater uma foto nossa?
- Ah, claro
(com uma cara absurda de estranhamento e graça)

Pois é. Temos uma foto no banheiro de Itamaraty, mas a minha máquina digital não tem Flash, então não consegiu bater. Id Man e Rindu. Eu PRECISO de uma cópia das fotos de vocês.

Na sexta-feira, depois do almoço, fomos tentar comprar uma câmera fotográfica para o Id Man. A idéia era comprar uma máquina descartável, mas os R$ 40,00 que estavam querendo cobrar não eram nada convidativos para uma máquina que seria jogada fora depois. Compensaria mais comprar uma máquina normal, das mais baratas, que sairia provavelmente pelo mesmo preço.

Nessa, acabamos saindo do shopping Conjunto Nacional e indo para o Conic. O Rindu nos explicou que Brasília foi uma cidade planejada, de forma que há um eixo central e as Asas Sul e Norte. A cidade é toda setorizada, então, existe o setor de clubes, o setor de motéis, o setor de diversões, etc. Cada setor no sul tem o seu correspondente no norte. Enquanto no setor Comercial Norte uma das quadras foi toalmente adquirida por uma única empresa, que montou ali um shopping center, no Sul (Rindu, me corrija se eu estiver errado), o prédio foi tomado por diversos pequenos comerciantes, gerando uma profusão esdrúxula de lojas de todos os jeitos e tribos. É muito engraçado ver skaitistas, metaleiros, punks, putas e crentes dividndo o mesmo espaço. Do lado de uma sex shop, a Igreja Universal do Reino de Deus. Esse é o Conic.

Lá o Id Man comprou uma câmera fotográfica Tron e a loja inteira quis pegar na minha máquna digital, que fez um sucesso danado, passando de mão-em-mão. Ela é responsável por algumas das fotos que postarei aqui ao longo desses relatos brasilienses. Lá eu tirei essa foto aqui:


Esse é exatamente o Eixo Central da cidade, de onde se extendem para um lado a Asa Norte e para o outro, a Sul


Saindo do Conic, iniciamos o nosso super City Tour. Fiquei encantado ao ver todos aqueles prédios que eu só conhecia pela TV. Após mais uma leve vista geral, de carro, fomos ao Palácio do Itamaraty. Fiquei muito impressionado com o lugar. O Niemeyer é mesmo um gênio por ter projetado tudo aquilo. O prédio inteiro se sustenta sem nenhuma coluna, nenhuma ciga, nada. E a escada para o segundo andar também não tem nada que a segure. Parece que flutua. Lindo, muito lindo mesmo. E a nossa guia, a Ana Carolina, foi um caso à parte. Ela era tão legal que até tiramos uma foto com ela e ficamos de enviar depois, por e-mail (ela faz faculdade de História na UnB).

Nesse meio tempo todo, começou a rolar um certo clima com o B. Logo eu, que jamais cogitaria ficar com alguém em Brasília, estava me sentido muito atraído por ele. E, ainda que ambos fossem super tímidos, sentia que a coisa poderia ser recíproca. Passaram milhões de coisas pela minha cabeça. Pensei em como eu era sentimental ao extremo e em toda a minha filosofia de não ficar com alguém por ficar apenas, em saber que ele era de Brasília e que se eu me envolvesse acabaria sofrendo com a impossibilidade de um relacionamento. Será?

:: Lembranças Brasilienses ::



- Au, au, au!


Parece um bichinho de pelúcia, mas não é. É a Mafalda, a cadelinha do Rindu, que é a coisa mais fofa do mundo. A Marcela, irmã do Rindu, contou para mim e para o Id Man a odisséia que foi encontrar uma cachorrinha desa raça (que quase não existe em Brasília, por isso, a Mafalda veio de São Paulo).

Mas não se iluda com essa pose de lady na foto. A Mafalda é bem serelepe e careeeeente, coitada. Dá dó de ver como ela ficava triste quando a gente saía. Uma fofura a Mafalda!

Segunda-feira, Junho 23, 2003

Bom, vamos lá! Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, digo ao povo que contarei como foi a viagem.

Na quinta-feira saí de casa bem cedo para a rodoviária de Belo Horizonte. Isso porque sairia de longe, de ônibus e num feriado e sei bem com o Murphy gosta de mim. Felizmente, deu tudo certo e esperei um bom tempo antes de embarcar. Enquanto estava lá, sentado na cadeira de espera, fiquei pensando em como o blog provocou uma reviravolta na minha vida. De repente, em dois meses, fiz muitos - e meravilhosos - amigos e estava prestes a atravessar 700 Km para encontrar um cara que nunca tinha visto na vida, mas que, paradoxalmente, em quem eu confiava muito.

A viagem transcorreu sem problemas e eu dormi a maior parte do tempo. Quando o dia clareou, já estava na região do Planalto Central. Olhava pela janela e via o horizonte... Plano. Muito diferente da vista habitual de BH. Toca o telefone.

- Guess, cadê você?
- Oi Rindu, estou na estrada ainda. Acho que o ônibus atrasou um pouco.
- Estou aqui na rodoferroviária te esperando.
- Ok. Acho que em alguns minutos eu já chego aí.
- Como vou saber que é voce?
- Estou de jaqueta de couro.
- E eu de blusa azul.
- Até daqui a pouco, então!
- Até.


O ônibus vai parando, entra na rodoviária. Um certo calafrio passa por mim. Como seria tudo isso? O que me esperava em Brasília? Olho para os dois lados, tentando encontrar o Rindu. Vejo um cara bonito, moreno, de blusa azul e óculos escuros vindo na minha direção.seria ele? Olhei de novo, com uma cara interrogativa. Alguns segundos se passaram e eu arrisquei um sorriso. E ele respondeu. Nos abraçamos e tocamos para a casa dele, onde eu me hospedaria todos esses dias - e de onde estou postando agora. Aliás, muito bonita a casa, por sinal. A mãe do Rindu é decoradora.

No caminho, um rápido tour pela cidade. Vi todo o conjunto arqutetônico do Niemeyer; a Esplanada dos Ministérios, as torres do Congresso e do Senado, o Palácio do Planalto, a Catedral e todos esses lugares brasilienses que a gente só conhece pela televisão. Tudo em Brasília é muito grande. Apesar disso, achava que as duas torres do Congresso e do Senado (que só aqui eu descobri que não eram o Palácio do Planalto) eram maiores.

Chegando em casa, tomei café e conheci a Venina, que merece dúzias de posts no Quarto só pelo bolo de Maçã com Mel e pelos pães de queijo que eu viria a provar no dia seguinte. Após algum tempo o Id Man acordou e finalmente nos conhecemos. Ele é um cara muito legal. Magrinho, como eu, voz mansa e um ótimo senso de humor. Muito batalhador ele. Gente que merece muito ser feliz.

Entreguei o cartão que os blogueiros escreveram pro Rindu e o guardanapo rabiscado (!) do Id Man (é que só havia um cartão, então escrevemos no gauradapo para o Id). Eles adoraram. Ganhei um presente super bacana do Id, da Imaginarium. Depois bloguei rapidamente e mostrei aos dois, no computador, as fotos dos blogueiros que tiramos no Mc Donald's.

Tocamos pro Conjunto Nacional, um shopping center daqui de Brasília. Antes, fomos nos encontrar com o B., que já é conhecido pelo icq de muitos dos blogueiros mineiros. Bonito o B. Pareceu ser bem legal. E também um pouco misterioso, assim, alguém de quem se tem muito a descobrir. Mal sabia eu o que me aguardava.

Chegando no shopping, conheci o Koalim, o primeiro cavalheiro da Corte. Um amor de pessoa, super pra cima. Que Executivo, que nada! O Rindu se deu foi bem com o Koalim! Dá para ver que eles se fazem muito bem um ao outro.

Almoçamos, ficamos um pouco por lá e fomos fazer um super city tour pela cidade, turbinado pelos conhecimentos do inteligentíssimo Rindu, que conhece muito das histórias de cada lugar.

:: Lembranças Brasilienses ::


Como vivi de uma forma absolutamente intensa nesses poucos dias de Brasília, resolvi criar essa seção (nunca sei quando seção é com "ç" ou "ss", mas acho que acertei) especial aqui no blog. Toda vez que uma lembrança bacana vier na cabeça, esse será o espaço dela.

Algumas delas:

- Brasília é uma cidade maravilhosa (que Rio que nada!)
- A Mafalda é a cadela mais linda do mundo!
- Muito gente boa esse tal de Id Man
- O Rindu é o melhor anfitrião que se pode imaginar
- O Koalim (namorado do Rindu) é um cara muito sortudo! Aliás, a sorte é mútua porque ele também é muito especial. E tem uma mãe absolutamente incrível!
- Meu par na quadrilha, tem, sim, 1m70. Ela é linda e loira! (Vu, UCBH! Que menitra, que nada!)
- Tenho certeza que fiz um amigo aqui para a vida toda
- Brasília vai deixar saudades...

Calma, gente! O blog não acabou e cá estou eu, ainda direto de Brasília, para postar sobre a viagem. Nunca recebi tantos e-mails e mensagens no icq pedindo detalhes. Curiosos, vocês, heim? Mas fiquem calmos, que nos próximos dias, muitas coisas que aconteceram por aqui serão devidamente documentadas. Aliás, eis uma das frases que eu, o Rindu e o Id Man mais falamos aqui em Brasília:

- Isso vai dar um ótimo post!

Sexta-feira, Junho 20, 2003

Estou me sentindo tão chique! Cheguei no QG oficial dos allied blogs. Estou postando do computador do Rindu agora. A viagem foi boa, dormi bastante. Estamos indo almoçar e depois fazer um city tour pela cidade. Blogueiros de BH, morram de inveja! Hahaahaha!

Conheci o Id Man. E ele é uma gracinha. ;-)

Depois conto mais, porque três blogueiros viciados para um computador dão fila.

Quinta-feira, Junho 19, 2003

Malas prontas. Passagem na mão. Tudo pronto.

O próximo post, meus caros, virá direto de Brasília!

Rindu e Id Man, aí vou eeeeeeeeeeeeeeuuu!!!!

Ontem foi a minha despedida lá no Café Status. Vocês sabem, os blogueiros não conseguiriam viver sem mim por mais de três dias (hehehe).

Por ordem de chegada, estavam lá o Cristiano F., eu, Marckye, Kyle e o namorado, Daniel Lot, Lu SGMED, Crowbar, Gotas de Sangue e ...@... . Passaram por lá tamém o Bruno, o Paulo e a Fernanda.

Foi muito bacana! O Lu chegou e saiu rápido, pois estava de mala e cuia para viajar para a Parada Gay de São Paulo. De lá, fomos eu, CrisF., Gotas, Crow, Marckye, Daniel Lot e ...@... para o Mc Donald's da Assembléia. Foi ótimo! Rimos muito, com destaque para o Daniel Lot ensinando a coregorafia de Brilha la Luna, do Rouge. E para as tiradas do ...@... . Nunca sei quando ele está falando sério.

Quarta-feira, Junho 18, 2003

Hahahaha! Recebi essa e-mail do Rindu preparatório para Brasília. Não resisti e tive que postá-lo aqui.

"Bem, já que eu estou no mood para montar listas de FAQs, eu resolvi fazer uma para a vinda de vcs aqui para a Corte (tão ansiosamente aguardada por este que vos escreve).

Assim, vcs terão um guia para se orientarem na hora de fazer a mala!

Vejamos:

Q.O que é indispensável levar para Brasilia?
A. O tempo em Brasilia no inverno é muito, muito seco. Este ano, até eu, que nasci e me criei aqui, estou ressentindo. Portanto, tragam no mínimo um hidratante para os lábios, que certamente se ressecarão, racharão e vão doer pra caralho. Se vcs têm pele seca (ou são frescos mesmo), tragam hidratantes para as mãos e rosto. Ah, quem tem rinite, traga o seu kit alergia. Tem horas que eu tenho vontade de arrancar o meu nariz e lavá-lo na pia. Demais produtos óbvios de higiene (sabonete, shampoo e etc) podem deixar que o Resort vai providenciar.

Q. É preciso levar roupa de cama? Toalhas?
A. Nem um, nem outro. Um pijaminha básico com certeza, porque de noite faz frio aqui em Brasilia, e a minha casa é uma casa de família (hehehehehehe).

Q. Que indumentária devo levar para Brasília?
A. Tragam roupas de frio e de calor. Jeans para de noite, bermuda para de dia. Uns moletons e/ou suéteres de lã vão ajudar. Não acho que vcs vão precisar de jaquetas e casacos mais pesados, se quiserem podem deixá-los em casa juntanto ácaro mesmo. Ah, não custa trazerem um calção de banho para alguma eventualidade aquática intercorrente.

Q. E para a festa junina?
A. Não se preocupem com calça esfarrapada e remendada, chapéu de palha e coisas do gênero. Uma calça jeans, uma camisa xadrez, um cinto com fivela e uma botina (ou sapato de couro) darão conta do recado direitinho. Eu não vou pagar mico e não quero que vcs paguem também (a não ser, é claro, que queiram entrar 100% no espírito da coisa. Afinal, vcs dois moram a mais de 1000 km daqui). Se não tiverem camisa xadrez ou cinto com fivela, eu tenho para emprestar-vos.

Q. Qual é a indumentária da noite em Brasília?
A. Bem, Brasília é uma cidade onde, mais do que em qualquer lugar do Brasil, vive-se de imagem. As pessoas saem para a noite aqui bem arrumadas, em geral. Isso não quer dizer roupa muito social e nem de marca, mas com atitude. Isso inclui cabelo impecável e barba recém-feita.

Q. Quanto gastaremos em Brasília?
A. Isso é por conta de vcs. Tenho programas para todos os bolsos na manga. Podemos ir comer no Alexander, que dá uns R$ 20,00 por pessoa, ou na Pizza Dom Bosco, que é o boteco mais tradicional de Brasília e onde se come bem pra caralho por menos de R$ 10,00. Eu, particularmente, estou pobre e em vias de ficar desempregado (de novo). Portanto estou preparando programas mais light em termos de gastos. Mas, para quem quiser dar uma eventual despirocada, a gente vai junto. As boates str8 daqui giram em torno de R$ 30,00 de consumação. As festas (raves e afins) ficam nos R$ 20,00.

Q. Iremos para a noite GLS de Brasília?
A. Poderemos. Tem uma rede de cafés aqui que é muito acolhedora, com gente mais bonita e preços razoáveis. A boate aqui custa R$ 12,00 (pelo menos custava há 45 dias atrás), e as coisas lá dentro não são caras. Mas por favor abstraiam da Josefine e da Level antes de decidirem ir para a Garagem. Leiam os meus testemunhos no Quarto para terem uma idéia do que eu estou falando. Sintam-se sortudos se vcs não trombarem com a dupla de anões pintosos que costuma dar o ar da graça por lá.

Q. Onde dormiremos na sua casa, Rindu?
A. No meu quarto. Quando o Guess chegar, eu cedo a minha cama para o Id Man, o Id Man cede a bicama para o Guess e eu vou para a bicama do quarto do meu irmão, logo em frente. O banheiro é o mesmo que serve a esses dois quartos (e aos dois quartos somente).

Q. E o Executivo, Rindu? Essa é uma hora inconveniente?
A. Nem venham com nhém-nhém-nhém. Essa situação já foi resolvida. E vcs nunca, jamais seriam um entrave para mim. Antes, pelo contrário, seriam um alívio, isso sim. Vcs poderão conhecer o 'Fulano' (o meu namorado) e tenho certeza que vão gostar muito dele.

Q. Rindu, como eu faço para chegar na sua casa?
A. Simples: ao chegar no aeroporto ou na rodoferroviária, procurem por mim, abracem-me forte e entrem no meu carro. O resto fica por minha conta. Para dar uma ajudinha, me avisem com uma certa antecedência (no seu caso, Id Man, uma hora e vinte minutos está ótimo) da hora exata que vcs estarão chegando.
"

Ontem vivi um momento tiete. Estava tranquilo e feliz indo até à padaria na esquina do meu trabalho fazer um lanche, quando de repente... Quem surge parada no sinal? A Fernanda Takai. Não sou assim um super fã do Pato Fu, mas eu simplesmente amo a Fernanda. Acho ela o exemplo de pessoa que o mundo precisa, sabem? Aí fiquei com uma cara de bobo tão imensa, olhando para ela de queixo caído... Ela até percebeu, olhou para mim e riu, com aquela carinha nipobrasileira fofa! Gente, a Fernanda Takai riu prar mim!!!! Vocês fazem idéia disso? Estava tão vidrado nela que nem reparei direito o carro. Era grandão e azul escuro, algo entre BMW e Mercedes. Ela estava levando a mãe para algum lugar (uma senhorinha japonesa muito simpática também). O sinal abriu, ela arrancou, eu fiquei e tudo voltou à normalidade....


Estou num terno e gravata agora, preparando-me para dar uma palestra. Modéstia à parte, fico um gatão de terno, sabem? ;-)

Se rolar mesmo o encontro de blogueiros hoje, é assim que eu vou aparecer. Marckye, por mim tá confirmado, basta você esquematizar hora (após 18h00) e local com o povo.

Cheguei à conclusão que será impossível sair de BH hoje. Meu dia está absolutamente cheio, não consegui nema arrumar a mala ainda. Além do mais, tinha combinado de encontrar com os blogueiros antes de viajar. Assim sendo, vou adiar minha passagem para amanhã, quinta-feira e aí ahegarei em Brasília somente na sexta. (Confusão!)

Terça-feira, Junho 17, 2003

Acabei de chegar da rodoviária. Comprei minha passagem para Brasília. Saio daqui de BH amanhã, quarta-feira, às 22h00 e chego em Brasília 8h30 da manhã.

Ontem estava no pós-expediente do trabalho, postando. Eis que de repente surge azul e online no meu icq a presidente de honra do commentary club, linda, loira, alta e japonesa, a Japa! Ela e o Cristiano F. estavam fazendo a ronda nos blogs, para deixar seus sempre marcantes comentários por aí. Daí falei: "Que tal fazermos o plano b hoje?". Censurado. Ela não podia, porque já tinha combinado de ir fazer compras no Diamond com o Cris F., por isso não puderam ir.

Acabei combinando com o Marckye de irmos ao Café Tina e logo, lá apareceram t-o-d-o-s os blogueiros! Nunca imaginei que houvesse algum talento promoter em mim, mas depois de uma festa supercomentada de aniversário e de um encontro promovido em plena segunda-feira, estou começando a mudar de conceitos.

Mais no final da noite, liguei pro Cristiano F. para ele ir encontrar com a gente e a Japa deixou ele lá, mas nem falou direito com a gente. Ohhh, que pena! ;-)
Pelo que deu para ver, ela é sim, linda e loira, mas não tem nada de japonesa.

Ah! Tenha muito cuidado ao diexar velas, cigarros, isqueiros ou qualquer objeto capaz de produzir faíscas perto do Lu!

Nesses dias 'bloguísticos' tive recordes de acesso aqui. A média subiu de menos de 20 para quase 36 visitantes únicos diários. Nada comparado aos mais de 270 visitantes que vão todos os dias à BMW dos blogs, né!? E de acordo com as minhas estatísticas, foram os links do blog dele que trouxeram mais visitantes para cá. :)

Conheci hoje finalmente a famosa Japa, apenas de vista, hoje, quando ela foi deixar o Cristiano F. no Café Tina.Censurado. Estou com muito sono para dar detalhes. Amanhã Depois escrevo mais.

Vou ficar mal acostumado. Fui deixado na porta de minha longíncua casa pela terceira vez consecutiva. Thanks!!!!

Segunda-feira, Junho 16, 2003

Este post foi cancelado. Não quero mais compartilhar isso com ninguém.

Abraço. Como é bom um abraço. Dar e receber abraços devia ser prática comum, como um aperto de mão. Se tem uma coisa que eu admiro nas pessoas, é a capacidade de darem abraços, assim, natrualmente. Essa semana dei muitos abraços. E recebi muitos outros. Gostei tanto!

Estava pensando... Até bem pouco tempo, quando eu lia os blogs, uma voz imaginária ficava em minha cabeça, como eu acho que acontece com todo mundo (que não faz leitura dinâmica). O legal é que agora essas vozes imaginárias foram substituídas pelas vozes reais dos donos de cada um. E isso muda tudo, porque os textos ganham outra cara, outra emoção. Estou achando o máximo isso!

A partir desse momento aconselho a leitura dos posts de hoje de baixo para cima, para respeitar a ordem cronológica dos acontecimentos.

Preciso registrar uma coisa. Moro longe. Muito longe. É um tormento ter que pegar ônibus de madrugada e levar horas para voltar para casa. E um saco sair de sempre pelo menos 1 hora mais cedo para tudo. Já estou acostumado a pegar caronas só até o meu ponto de ônibus no Centro, porque seria impensável para qualquer ser me deixar em casa. Mas consegui em 2 dias duas caronas seguidas até minha porta. Vê-se que estou muito bem-quisto pelos meus amigos. Que bom!

Domingo acordei já de tarde e liguei para o Marckye, Crowbar e Lu para combinarmos de ver o filme Oito Mulheres, que haviamos alugado na sexta. A fita estava perdida, pois a havíamos esquecido no carro do ...@... e ninguém conseguiu falar com ele. Fui encontrar com o Crow e com o Gotas e resolvemos combinar com os blogueiros de nos encontrarmos na Savassi, com ou sem fita. No fim das contas, o ...@... foi encontrado (gente, ele saiu da boate ontem as 6:00 da manhã e foi direto fazer vestibular!!! Espero que você passe, viu, Gui!), junto com a fita, mas não havia tempo para assisti-la pois tínhamos que devolver até as 23h00 - ou pagar multa.

Fomos todos para a casa do Kyle e lá eu conheci a Fernanda e a Érika, que são muito legais. Ficamos eu, Vortisto, Marckye, Lu, Crow, Gotas, Kyle, Fernanda e Érika assistindo a clipes no computador, conversando e rindo muito. Tudo de bom!

PS: O Vortisto cada dia me surpreende mais (postitivamente).

Na boate - e depois, no caminho para casa - aconteceu uma outra coisa, que há um certo tempo não sentia. Muito forte. Fiquei feliz, porque algo me diz que pode dar certo.

[ Special thanks to Crowbar ;-) ]

Na boate, descobri que eu e o ...@... temos um ponto em comum: não gostamos muito de música eletrônica. Nada desesperador, mas dançar ao som do bate-estacas não é exatamente algo que eu faço sempre. Mas, como bom geminiano, abstrai e adaptei-me rapidamente e passei até a curitr bastante o momento, ao contrário, dele, que só consegiu se divertir mesmo mais no finalzinho, creio eu. Gente, o que é o Cristiano F.!!! Ele é muito animado, não pára um minuto - Japa, depois você me fala onde desliga, honey!

Na boate, alguns momentos impagáveis: o abraço forte regado a lágrimas (de alegria, viu Criastiano F.!) que eu queria dar no Gotas de Sangue desde o cinema da sexta, as coreografias do Lu dançando (muito fofo!!!) e o maravilhoso momento sabiamente batizado pelo Crowbar de Love profusion (que eu descobri depois vir de uma música da Madonna). Fomos todos para o chili out, onde ficam puffs e sofás e ficamos lá deitados, trocando afagos e cafunés coletivos. Foi muito bom! E supreendente também. Nunca esperaria fazer isso numa boate teoricamente "careta" (embora 90% dos presentes fossem gays). Foi uma coisa bonita, sabem? Um momento gostoso de troca de carinho entre amigos que estavam se conhecendo e gostando muito um do outro. Fiquei lá até as 5:30 da madrugada e depois ganhei uma carona até a porta de casa, o que foi absolutamente incrível e memorável (vocês não fazem idéia do qão longe é a minha casa). Cheguei em casa as 6:30 da manhã.

Começaram os shows e até 19h30 ninguém havia chegado. Já estava prevendo uma catástrofe de público, quando chegaram o Crowbar e o Gotas de Sangue. 20h00. Só os dois ainda. Eu tinha reservado lugares para o pessoal, mas a casa estava lotada e como até aquele horáiro ninguém havia chegado, não tinha como segurar as cadeiras. As 20h10 comecei a cantar. Bem nessa hora chegou o Cristiano F., que é ótimo! Meu show terminou (acho que não fui muito bem, sabem? Atingido talvez pela "crisde-de-aniversário-de-geminiano" e pela "todos-devem-estar-vendo-a-calça-com-barra-fina-da-minha-mãe". Não sou astrólogo, como o Cris F., mas - quase - todo geminiano que conheçõ fica triste nas datas próximas do aniversário).

A casa estava muito cheia e, algum tempo depois que o show acabou, chegaram o ...@... e o Lu e, mais tarde, o Markcye e o Bjorn. O problema maior foi que não haviam mais cadeiras e eles tiveram que ficar em pé, tumultuando o trânsito de pessoas pelo local, que já é pequeno, para o sufoco dos garçons. Eu fiquei complementamente transtornado com aquilo, afinal, queria que os meus amigos ficassem confortáveis. Parecia uma barata tonta, ansioso, andando para lá e para cá pensando em como resolver o problema. E como todo mundo me conhecia, volta e meia parava numa mesa e conversava com o pessoal lá da escola, parentes, outros amigos, todos querendo me parabenizar pelo aniversário e tal.

Os meninos apelaram e levataram-se todos da mesa, indo para o espaço que havia na área dos banheiros. Fiquei furioso com aquilo - (não com a atitivude deles, mas com a falta de lugares) queria que eles tivessem um lugar para se sentar - e meu transtorno aumentou. Por isso creio que não pude aproveitar tão bem a noite com eles nessa hora. Só abstraí quando todos os outros shows terminaram e eu voltei pro palco, para cantar - e tocar - sozinho (ai que medo!). Muita gente já tinha ido embora e os meninos puderam, finalmente, sentarem todos juintos e tal. Já nesse finalzinho, chegou, atrasadíssimo o Lôro.

Fiquei sabendo, ainda, que nesse meio tempo, enquanto eu cantava, a Japa - comentarista nº 1 quantitiativa e qualitativamente dos allied blogs - ligou e conversou como TODOS os blogueiros, menos comigo. Hunpft! :-(

Como eu havia esquecido os meus convites (que poupariam 5 pessoas de pagarem a entrada), rolou uma confusão com o fechamento do caixa, que foi parcialmente resolvida e de lá, seguimos todos (menos o Lôro) para a Deputamadre, uma boate de música eletrônica.

Nossa, quantos posts eu quero fazer! Ai, ai, ai... Tenho que admitir que não achava que seria capaz de reunir todos os bloguiros... Mas sim! Passei finalmente de "comentarista" de posts, invejoso por não participar dos super encontros relatados, para "personagem" deles. E isso é muito bom.

Para começar, o sábado antes do aniversário foi meio caótico. Estava tranquilo, sujo e - ainda - de pijama as 16h40, quando o meu pai diz. "Estou indo para a Savassi agora. Você quer uma carona? Tenho que estar lá em 10 minutos". Bom, sabendo que eu moro muito longe, não poderia desprezar uma oferta dessas. O problema é que voei como um desvairido para me arrumar. Não havia nenhuma calça descente no meu guarda-roupa e eu estava tentando fazer a barba, pentear o cabelo, me perfumar e escolher uma roupa ao mesmo tempo, enquanto o meu pai esbravejava estar atrasado. Fui até a área de serviços - onde ficam as roupas recém-lavas por passar - e peguei a primeira calça que eu achei, assim, amarrotada mesmo - era uma caçla jeans. No meio do caminho, duas surpresas: 1) eu tinha esquecido os convites; 2) tinha vestido uma calça da minha mãe, com a barra fina e que estava meio "pega-frango". Fiquei um pouco chateado, mas àquela altura, tinha abstrair disso.

Sábado, Junho 14, 2003

Pára tudo! Cheguei a uma conclusão "retardada" surpreendente. Acompanhe o raciocínio: dia 12 foi meu aniversário e dia dos namorados. E eu ganhei do Lôro dois presentes. Juro que só agora atinei para esse fato.

Me peguei vasculhando todos os blogs em busca de comentários ao meu respeito. Que egocêntrico, Guess! Acho que por conta desse meu "medo de rejeição". Essa característica dos tímidos, como eu, de temerem o que os outros pensarão. Para um tímido, melhor ficar a noite inteira calado que correr o risco de falar uma besteira. Veja bem: o risco. A questão é que o risco de falar uma besteira é tão grande como o de dizer coisas muito bacanas.

No fundo, talvez seja um grande ego inflado (isso foi um pleunasmo), pois o tímido na verdade é extremamente carente e quer muito chamar toda a atenção para si. Mas o medo de uma reação negativa é tanto, que para não correr o risco de que isso venha a acontecer, ele prefere resignar-se. E aí, sofre. Porque continua carente. E sem atenção. E isso debilita ainda mais o seu ego, o que o impede mais ainda de se expor, num círculo vicioso terrível.

O tímido acha que todos estão olhando para ele o tempo todo e tudo o que ele fizer será notado. Aí, depois de conhecer amigos (a quem ele quer bem), visita todos os blogs achando que encontrará posts gigantescos sobre si - geralmente temendo que descrevam todos os atos falhos cometidos por ele. Até parece que algum blogueiro ia fazer um post "primeiras impressões sobre o Guess"! Hunf! Me dei conta de como essa timidez é ridícula e distorssiva da realidade.

Noite carregada de emoção foi essa. Quando saímos do cinema, fomos buscar o carro do Vortisto no estacionamento do shopping. Eis que o Lôro me surge com um presente (na verdade, dois) enorme e um cartão lindo. Coisas que eu absolutamente não esperava. Li o cartão e meus olhos marejaram (de novo, see bellow) "...Gostaria de dizer que, apesar de certas coisas não terem dado certo entre nós, acredito que NADA tenha dado errado. Espero que você ache isso tembém; caso não, ainda temos todo o tempo que precisamos para melhorar isso!".

Fiquei todo derretido. Acredito sinceramente nele. Gosto de acreditar nas pessoas. Gosto dele. Gostei de saber que poderemos continuar ao menos convivendo juntos, como no ótimo dia de hoje. Não sei como será daqui para frente, se vamos voltar ou não, mas fiquei muito feliz de ver que ele está se esforçando para consertar as coisas. Minha auto-estima, que esteve bem combalida por esses dias, agradeceu.

Mais confirmações para a comemoração do meu aniversário: Vortisto e Cristiano F. Yesssssssssss!

Vivi um dos momentos mais bacanas desse ano. Quando saimos do cinema, o Crowbar e o Gotas estavam chorando muito, enebriados pela enorme sensibilidade do filme. Sim, eu fiquei perto de chorar em alguns momentos, mas confesso que não cheguei a tanto. O filme fala do amor de uma maneira belíssima, com muita punjança e de uma maneira não convencional, com um enredo muito forte e profundo. O personagem principal tem falas absurdas de boas e carregadas de significados e, de certa forma, subjetividades coletivas. Quando perguntei o motivo de tantas lágrimas, o Crow disse:

"- Paul T. Anderson é perfeito. Agora eu entendi o porquê do nome Embriagado de Amor. Eu sempre quis dizer tudo aquilo a alguém, e hoje o Adam Sandler disse tudo por mim".

Nesse momento uma emoção enorme tomou conta de mim. Eu achei aquilo tão lindo, que comecei a chorar também. Não tanto pelo amor do Barry Egan - personagem de Sandler no filme - mas por um outro amor, o que o Crow estava demonstrando ali. Abraçamo-nos fortemente, num sentimento de euforia e choro compulsivo, que nem sei bem quanto tempo durou, mas para mim pareceu uma pequena eternidade. Foi lindo! Um desses pequenos momentos que fazem a vida da gente valer à pena. O Crowbar é um cara muito especial. E o Gotas de Sangue, um grande sortudo.

Hoje Ontem entendi porque o Rindu quer tanto vir para BH. A turma de blogueiros daqui é tudo de bom! Fomos ao cinema ver Embriagado de Amor, dirigido pelo Paul Thomas Anderson, omesmo diretor de Magnólia. Os filmes deles são bem "pouco convencionais" e sensíveis. Gostei muito. Mais ainda das companias. Estávamos eu, Crowbar, Gotas, Marckye, Vortisto, Lot, Bjorn (que eu ainda não conhecia) e o Lôro (sim, ele mesmo).

De lá, fomos pra Cafeteria 3 Corações, na Savassi. Conversamos e rimos muito e resolvemos ver mais um filme em vídeo na casa de alguém. Fomos à Dumont alugar uma fita e após acirradas dicussões filosóficas sobre qual filme escolheríamos, optamos por Oito Mulheres. O problema maior era que o vídeo-cassete da casa do Vortisto estava dentro do quarto dos pais dele, que àquela hora estariam dormindo. E o pai do Crowbar também estava dormindo em casa. Ficamos de assistir o filme domingo, porque amanhã hoje tem a comemoração do meu aniversário(!).

Sexta-feira, Junho 13, 2003

Finalmente tive paciência de reescrever tudo de novo.

Três coisas que me assustam:
1. O programa do João Kléber
2. "vou estar procurando estar fazendo as pesquisas..." (sic)
3. Uma certa "dançarina" de funk cahamda Lacraia


Três pessoas que me fazem rir:
1. Japa :-)
2. Marckye
3. Minha amiga Dani

Três coisas que eu amo fazer:
1. Cantar
2. Comer
3. Estar com os meus amigos

Três coisas que eu odeio:
1. Jiló
2. Morotista que pára na faixa de pedestre
3. Gente falsa

Três coisas que eu não entendo:
1. Chinês
2. Macroeconomia
3. Eu mesmo

Três coisas em cima da minha mesa:
1. Tesoura;
2. Porta-papél;
3. Webcam.

Três coisas que eu estou fazendo agora:
1. Digitando
2. Apertado para ir ao banheiro
3. Com sono

Três coisas que eu quero fazer antes de morrer:
1. Tocar violão muito bem
2. Produzir um filme
32. Ficar com alguém por mais de um mês

Três coisas que eu sei fazer:
1. Ovo frito
2. Cantar
3. Dar palestras sobre tecnologia wireless

Três maneiras de descrever minha personalidade:
1. Shy guy
2. Fases da lua
3. "Please don't let me be misunderstood"

Três coisas que eu não consigo fazer:
1. Enconstar o dedão do pé na nuca
2. Assobiar
3. Gostar de matemática financeira

Três bandas/cantores que eu acho que você deveria ouvir:
1. Elis Regina
2. Regina Spósito
3. Clube da Esquina

Três bandas/cantores que eu acho que você NUNCA deveria ouvir:
1. Qualquer dupla de qualquer gênero musical atual
2. Wanessa Camargo
3. MC Serginho


Três coisas que eu digo freqüentemente:
1. "Núh! Ah lá!"
2. "Ham ham.."
3. "Faz sentido"


Três das minhas comidas favoritas:
1. Lazanha
2. Arroz, feijão, bife e batata-frita
3. Frango frito da minha vó (Mmmmm....)

Três coisas que eu gostaria de aprender:
1. Espanhol
2. Vioão
3. Assobiar

Três coisas que eu bebo regularmente:
1. Água
2. Suco de uva
3. Coca-cola

Três programas de TV que eu assistia quando era pequeno:
1. Balão Mágico
2. Xou da Xuxa
3. Tia Dulce

Seu nome ao contrário? Epilef

De onde você tirou seu nick? Sei lá

Você é homossexual? Sim

Descreva sua carteira:
Ela é muito grande. Comprei porque ia caber todos os meus cartões, só que o que não cabe agora é ela: no meu bolso. Aí, eu a deixo na minha bolsa mesmo.

Descreva sua escova de cabelo:
É um pente de plástico desses vagabundos, mesmo.

Descreva sua escova de dentes:
Tem uma azul Close Up em casa, que já tá vencendo e uma verde transparente na minha gaveta do trabalho

Ornamento/jóia usado diariamente:
Não é diariamente, mas tem uma correntinha de corda com pingente entalhado em casca de côco lixada e encerada com detalhe em prata, que minha mãe trouxe de Diamantina para mim, que eu amo.

Coberta/Edredon:
Edredon xadrês azul claro de casal. Sou muito friorento, uso ele até nas noites quntes

Caneca de Café:
Tem um monte lá em casa, mas como eu não tomo café, elas são para leite, água, chá, canjica (ontem minha mãe fez). Tem uma do Programa do Jô, que eu ganhei na Odisséia do Empreendededor do SEBRAE, uma que eu ganhei de brinde na COMDEX em São Paulo, uma branca pintada à mão e um jogo de canecas azuis.


Camiseta preferida:
Adorava uma TNG vermelha manchada, que o meu promo Bernardo fez o favor de rasgar (!) quando dormiu lá em casa e a vestiu para dormir (!!!).

Perfume:
Gostava do Azzarro, mas enjoei. No momento, estou uando H2O da L'acqua de Fiori.

Tatuagens:
Falta coragem

Piercings:
No way!

Roupa que estou usando:
Calça cinza dessas com elástico, de amarrar, sapatênis marrom e camiseta indiana meio hippie.

Na boca, eu tenho:
Saliva, uma língua e alguns dentes no momento.


Na cabeça, eu tenho:
Dois olhos, um nariz, uma boca, duas orelhas e um bocado de cabelos.

Estou querendo:
Que o meu horário de trabalho acabe logo. E um namorado bonito, interessante, inteligente, carinhoso e... rico. Ok, nada é perfeito. Pode ser pobre mesmo. Não sou materialista.

Pessoa que queria ver:
Mmmm... Minha prima Nina, que está lá em Curitiba. E a Dani, que está no Chile. E a Thaniara, que está convertida da Igreja Sara Nossa Terra e não faz mais nada na vida a não ser falar de Jesus 24h, nem conversar com os amigos.

Coisa que está perto de mim:
Meu computador?

Depois disso eu vou:
Ensaiar pro show de amanhã. E depois pro cinema com os blogueiros.

Se pudesse matar alguém e sair impune, quem seria e por que?
No momento o Bush. Pois é, penso muito no futuro coletivo nessas horas.

Filmes preferidos?
Depende do meu estado de espírito. Atualmente: Moulin Rouge, Cidade de Deus e O Pianista

Algo que estou esperando para o mês que vem:
Descansar muuuuuuuuuito

Última coisa que eu comi:
Arroz, tropeiro, lazanha de frango, bife e batata frita. E um picolé Prestígio de sobremsa.

Algo de que eu tenho medo mortal:
Morro de medo de ser rejeitado. Typically shyness...

Gosta de velas?:
Tenho alergia àqueles perfumes horríveis que eles colocam nelas. Vela, só quando acaba a energia.

Gosta de incenso?
Se o cheiro não for enjoativo e não me dar alergia, sim. O problema é que eu ainda não achei nenhum insenso assim.

Gosta do gosto de sangue?
Não!?

Acredita no amor?
Claro!

Acredita em almas gêmeas?
Nem sim, nem não. Yo no credo en las brujas, pero que las hai, las hai.

Acredita em amor à primeira vista?
só em paixão à primeira vista. O amor vem sempre depois - quando vem.

Acredita no Paraíso?
Não na concepção bíblica, mas, digamos que sim.

Meu pior inimigo:
Não cultivo inimizades.

Se pudesse ter qualquer animal de estimação:
Eu tinha um formigário quando era pequeno, mas ele quebrou e elas fugiram. Queria ter um desses de novo.

Doce preferido:
Sorvete! Sorvete! Sorvete!

Uma coisa que eu queria que entendessem:
Que nem todo mundo segue padrões.

Uma coisa que eu queria entender melhor:
Eu mesmo

Gente, olha que feliz!

UCBH e seu respectivo confirmaram presença na comemoração do meu aniversário amanhã. Junto com eles, estão na lista dos que "disseram que vêm" o Crowbar (e o Gotas, né?), o Marckye e o Lu.

Gente, o dia de ontem acrescentou uma descoberta e uma dúvida na minha lista de pensamentos:

- Existem meias descartáveis!
- Para que serverm folhas horizontais placas (thank's to Crowbar) de waffle?

Ontem eu recebi um super presente de aniversário: Conheci (quase) todos os blogueiros de BH (mais o ...@...)!

Fomos jogar boliche e eu até ganhei uma partida (uau)!

O Crowbar é muito gente boa e engraçado, o Markcye consegiu fazer um strike triplo depois de acertar por seguidas vezes a canaleta (sei lá como), o Gotas de Sangue quase foi junto com a bola em todas as jogadas, Vortisto continua com seu jeito intelligent charming de sempre, o Kyle tá de aparelho nos dentes (ele ainda não usava da última vez que o vi), o Daniel Lot é uma simpatia e não se chama Daniel de verdade, e o Luis conseguiu ficar ainda mais lindo do que na época que eu o conheci (Sou Fã Mesmo, E Daí?). O ...@... também é super legal.

Depois queríamos ir tomar sorvete, mas como nenhuma sorveteria da cidade estava aberta, resolvemos comprar dois potes da Kibon - baunilha & frutas vermelhas (muito bom) e napolitano -, colherzinhas de plástico de aniversário, copinhos descartávies cor-de-rosa e casquinhas de waffle Kasquetes® e seguirmos para a Praça da Liberdade, onde ficamos até quase 3 da manhã. Overdose total de sorvete, todo mundo se empanturrou e ainda sobrou pra um mendigo que estava por lá.

Quinta-feira, Junho 12, 2003

Gente, estou feliz. Recebi e-mails e mensagens de um monte de gente, alguns - como minha prima de Curitiba - que eu nem esperava! Até o Rindu me ligou de Brasília para dar os parabéns. :-)

Obrigado a todos vocês, blogueiros e comentaristas de plantão. Espero todo mundo para comemorar no sábado, heim!?

"- E aí, meu filho? Como você se sente com 20 anos nas costas? Afinal, 20 anos devem ser um peso grande. Não são mais 18 nem 19.
- Não estou sentindo nada de mais, mãe. Peso mesmo deve ser ter um filho de 20 anos. Não são mais 5, 10, nem 18 e nem 19."

Quarta-feira, Junho 11, 2003

Hoje fiz minha penúltima prova da faculdade. Amanhã: férias!! Costumo pegar carona com uma colega da sala, que me deixa na porta de casa. Hoje, percebi que ela estava estranha. Deixei de pegar outras caronas e um ônibus para esperá-la, mas ela passou por mim meio que sem me notar e foi em direção ao estacionamento. Tive que correr para alcançar o carro dela para não ficar mofando no ponto. A Sue é mais velha, tem um filho da minha idade e é uma destas pessoas incríveis, que tem um brilho fora do comum, mas hoje ela estava realmente diferente.

Percebi que não devia estar ali, no carro dela, pois hoje eram dia em que algo muito sério a aflingia. Sem querer parecer muito "entrão", perguntei se estava tudo bem e ela, do nada, começou a chorar, parou o carro e me contou da barra que estava segurando. O filho estava seriamente envolvido com drogas, já estava cumprindo pena - em liberdade - e sendo perseguido sob ameaças de morte pelos traficantes. E ela tinha que lidar com tudo isso sozinha, já que era separada do marido, e ainda tinha que se preocupar com o trabalho - ela é dona de duas agências lotéricas - e com as provas finais da faculdade. Abracei-a, tentei confortá-la de alguma maneira e disse-lhe para confiar em Deus. Estou com esa história na cabeça. Nessas horas a gente percebe o quanto os nosso problemas são pequenos. Hoje vou rezar pela Sue (aliás, coisa que eu não faço há muito tempo).



Pois então: Marckye, Vortisto, Lu, Kyle, ...@..., UCBH, Crowbar, Gotas de Sangue, Daniel Lot, Bjorn, Cristiano F. e Japa. Vocês estão oficialmente convidados para a comemoração. Id Man, Garotocarioca e Rindu, pena que vocês estão longe. Se eu tiver cometido a injustiça de não incluir alguém, manifeste-se por favor. [post editado]

Todo ano é a mesma coisa. A data do meu aniversário vai se aproximando e eu vou ficando deprimido. Desde minhas memórias mais longíncuas, é sempre assim. Lembro-me do aniversário de 6 anos, que eu passei doente embaixo de cobertas, enquanto rolava a festa na casa. E, como meu aniversário coincide com o dia dos namorados, é ainda pior, porque eu estou sempre sozinho.

Espero melhorar isso esse ano.

Recebi esse texto por e-mail. Achei bem bacana e resolvi postar aqui.

Você acha um absurdo a corrupção da polícia?
Solução: NUNCA suborne nem aceite suborno!

Você acha um absurdo o roubo de carga,inclusive com assassinatos
dos motoristas?

Solução: EXIJA a nota fiscal em TODAS as suas compras!

Você acha um absurdo a desordem causada pelos camelôs?
Solução: NUNCA compre nada com eles! A maior parte de suas mercadorias
são produtos roubados, falsificados ou sonegados.

Você acha um absurdo o poder dos marginais das favelas?
Solução: NÃO consuma drogas! Só se vende droga enquanto houver quem compre.

Você acha um absurdo o enriquecimento ilícito?
Solução: denuncie à Receita Federal aquele vizinho que enriquece
repentinamente. Não o admire, repudie-o.


Você acha um absurdo a quantidade de pedintes no sinal ou de
flanelinhas nas ruas?

Solução: NUNCA dê nada.

Você acha um absurdo que qualquer chuva alague a cidade?
Solução: jogue o LIXO no LIXO.

Você acha um absurdo haver cambistas para shows e espetáculos?
Solução: NÃO compre deles, mesmo que não assista o evento.

Você acha um absurdo o trânsito da sua cidade?
Solução: NUNCA feche o cruzamento

Você acha um absurdo o poder econômico e militar dos Estados Unidos
da América?

Solução: Prestigie a indústria brasileira, dentro do que lhe seja
possível.

AMANHÃ É MEU ANIVERSÁRIO!!!!



VIVAAAAAAAAAAAA!!!

Nossa, estou sem tempo para postar. E nos poucos minutos disponíveis a p*** do Blogger tava fora do ar.

Segunda-feira, Junho 09, 2003

Depois de ter saído de casa e atravessado a cidade à toa, fiquei feliz por BH ser um ovo. Sem o menor esforço encontrei pleo menos umas 30 pessoas conhecidas (e isso não foi um exagero). É que astava rolando hoje na Savassi um festival internacional de jazz, muito bacana por sinal, com shows de graça na rua, de 10h00 às 22h00. Encontrei colegas da faculdade, atuais e antigos, amigos do colégio, amigos gays, colegas da escola de música, parentes. Até o Vortisto apareceu (acho que ele não sabe que eu sou o Guess).

Fiquei com uma turma de amigos, que incluía o Roomante e o melhor amigo do Lôro. Gosto muito deles, são super legais. Durante o final de tarde e noite, pessoas chegaram, outras saíram, assistimos a shows, fomos ao Mc Donalds, restaurante Japonês e o Roomate me deu carona até o meu ponto no centro. Foi uma noite divertida, embora eu estivesse muito cansado e um pouco sem-graça de estar com os melhores amigos do Lôro, sei lá... De qualquer jeito, a noite do domingo rendeu um pouco e eu até cheguei relativamente cedo em casa. Foi bom....

Gente, estou me sentindo terrível pelo bolo involuntário que eu dei no Marckye hoje. Preciso fazer um pedido público de desculpas. Foi mau, viu Marquinhos!?

Hoje parece que o Murphy resolveu pegar no meu pé. Eu havia combinado de encontrar o Marckye na Cafeteria 16h00. Acordei a uma da tarde, almocei e fiquei vendo TV, esperando a hora de sair de casa. Tudo começou a melar quando perguntei as horas para minha mãe e o relógio dela estava 25 minutos atrasado. Normalmente eu levo de 30 a 40 minutos para chegar até a Savassi (sim, eu moro longe de tudo, infelizmente). Mas, quando me assustei, eram 15h45 e eu ainda estava em casa! Fui me arrumar correndo e liguei pro Marckye para avisar que iria me atrasar um pouco. Acontece que, para meu desespero, o celular dele só caía na caixa postal e o jeito foi deixar um recado, que eu nem sei se ele recebeu.

Resolvi andar um bocado à pé até um ponto de outro ônibus, que não costumo pegar por ser longe, mas que chegaria mais rápido. Tudo daria certo se quando eu chegasse na rua não houvessem dois tratores gigantescos fazendo um buraco no meio da pista interditada, o que me obrigou a andar mais 10 minutos até outro ponto de ônibus (e fez com que às 16h20 eu ainda nem estivesse a caminho). Após quase 30 minutos esperando o ônibus, sem sucesso, uma alma caridosa me fez o favor de informar que o dito cujo simplesmente não passava domingos e feriados!!!! Ele só circulava de segunda a sábado!!!! Fiquei muito puto, e para piorar a situação a minha bateria do celular acabou, o que impedia o Marckye de falar comigo, e eu com ele. Tive que pegar um ônibus até o centro, para de lá seguir para a Savassi. Chegando lá, a porra da Praça Sete estava em obras e eu fui pegar um ônibus para a Savassi lá na rua da Bahia. Peguei o primeiro com o escrito Savassi na lateral, mas para a minha infelicidade, consegui entrar num dos úncos ônibus que só passaria na Savassi na volta (ou seja, eu o peguei no sentido errado). Tentei aceitar a conspiração dos astos contra a minha pessoa e desci na Praça da Liberdade, decidindo ir à pé até a Savassi. Resultado: cheguei na Cafeteria as 17h55, quase DUAS HORAS depois do combinado. É claro que o Marckie não estava mais lá. Resolvi ligar para ele de um telefone público para me desculpar, mas demorei pelo menos 10 minutos procurando uma banca de jornais aberta para comprar um cartão. Finalmente consegui falar com ele, que disse "sem problemas!". Fiquei muito envergonhado. Dar um bolo de duas horas logo de cara não é a melhor maneira de conhecer alguém (bem que eu escrevi que me achava uma pessoa que não conseguia passar boas primeiras impressões).

Pois, então, Marckye, ficam aqui, mais uma vez, as minhas sinceras desculpas.

Sábado, Junho 07, 2003

Vi esse quiz no blog do Marckye. Gostei do resultado.

You are Neo
You are Neo, from "The Matrix." You
display a perfect fusion of heroism and
compassion.


What Matrix Persona Are You?
brought to you by Quizilla

Pois é, eu sou o Neo.

Hoje fiz prova. Metodologia do Trabalho Científico. Caiu uma questão que pedia para elaborar uma resenha crítica sobre uma crônica de cinema. Como diria a Japa, que me deu o prazer de sua visita - após alguns protestos sileciosos, é verdade - Lavei a égua.com.br!

Quinta-feira, Junho 05, 2003

Hoje eu vi uma cena muito engraçada. Estava andando na rua do meu trabalho, quando vejo parada no sinal uma mulher de motocicleta. Não uma mulher qualquer. Ela estava de terninho executivo - taieeur (sei lá como se escreve isso), sapatos scarpin de salto alto e bico fino, toda emperequetada com uma bolsa da Victor Hugo no ombro. E ela lá, em cima da moto com os longos cabelos loiros saindo para fora do capacete. Achei aquilo tão surreal...

Hoje à tarde perdi preciosos minutos respondendo o questionário que estava no blog do Crowbar e, apesar de normalmente me prevenir, a força do hábito me levou a clicar no botão de postagem antes que eu percebesse - tarde demais - que perderia tudo, pois o meu tempo havia expirado. Aí fiquei com preguiça de escrever de novo. E estou com ela até agora.

Quarta-feira, Junho 04, 2003

Confirmado! Vou mesmo viajar para Goiânia no Corpus Christi e de lá, sigo para Brasília. O ônibus sai daqui na quarta-feira à noite, fico por lá até sexta, de onde sigo pra Brasília. Só falta decidir se eu volto para Goiânia no domingo para vir com a mesma delegação para BH ou se fico até segunda em Bsb, e volto de ônibus comercial. Acho que vou preferir a segunda opção, até para evitar a loucura que fica a estrada em épocas de feriado. Vai ser bom conhecer o Rindu e o Id Man.

E vocês não sabem da maior: o Rindu já arrumou pares para mim e para o Id Man na quadrilha da festa junina, que vai rolar na paróquia dele. Segundo me consta, vou dançar com uma bela loira de 1,70m. ;)

Pequeno desabafo


Nada como um dia após o outro. Parece que finalmente as coisas começaram a se ajeitar um pouco mais. De repente, estou me sentido bem, com vontade de viver, conhecer e ser...

Hoje o Lôro me ligou.Acho que depois de um post desabafante aí em baixo ele se tocou e resolveu falar comigo sobre tudo o que tinha acontecido. Fiquei feliz por isso. É bom saber que eu sou mais que um "nada" para ser completamente ignorado. Pequenas coisas, como uma ligação, um comment pra cima no blog, é que vão aumentando a minha auto-estima, que não andava lá essas coisas.

Ele finalmente me pediu desculpas e explicou o que aconteceu no período do sumiço. Realmente ele estava num período complicado de mudança, junto com uma certa pressão de estar bem na faculdade, sem telefone. E sabem de uma coisa? Eu acreditei, sinceramente, no que ele quis me dizer, e tentei ouvir tudo de coração aberto. Ouvi também que ele ficou chateado sobre coisas que eu escrevi aqui, como me auto-declarar solteiro e disse que não haviam motivos para eu desconfiar dele em certos momentos. É claro que não custava nada ele me avisar antes de sumir. Dizer, nem que fosse por e-mail: "estou mudando, sem telefone, tá difícil falar". Ele mesmo reconheceu isso. Essas coisas são tão complicadas, né? Chorei. Porque gosto dele.

E, de certa forma, o fato de ele me ler sempre é meio desvantajoso. Isso porque o blog é mesmo meu lugar de desabafo, meu espaço para dizer o que estou sentido, assim, de momento mesmo. Uma coisa impulsiva. Não vou deixar de colcoar as minhas verdades aqui nunca. Mas aí enquanto ele via tudo o que se passava por aqui - de uma forma talvez excessivamente forte, por estar carregada com as emoções do momento -, eu jamais tive essa chance, a chance de saber o que ele estava pensando. E isso me angustiava, acho que me angustia ainda. Essa superexposição dos meus sentimentos é boa quando eu sou o Guess, anônimo belohorizontino, mas quando eu sou o namorado de alguém, tudo complica, porque as palavras vem carregadas de sentimentos ainda mais fortes. E isso tudo é muito difícil. Só queria dizer que respeito o momento dele, mas que a ferida continua e só o tempo vai poder fechar. E que ele pode contar comigo, assim, de coração aberto pro que precisar.

É maravilhoso constatar como a vida é feita de pequenas coisas.

De repente eu fiquei feliz. Muito feliz. Como há muito tempo não ficava. Tudo por causa de um telefonema, de uma conversa até "boba", assim... despretenciosa. É bom saber que eu tenho um amigo. Alguém que se preocupa comigo. Que liga de longe pra mim. E é por causa de um monte de coisas pequenas, como uma ligação de um amigo querido, que a vida fica mais gostosa, mais temperada.

Ei, pára tudo! Bolei agora! Há um bom tempo não tenho tido amigos para ligar. Nem recebido ligações deles. Que horror, só agora me dei conta disso! Serão por isso esses meus tempos negros de ultimamente? Minha melhor amiga está no Chile e não volta tão cedo. E desde que comecei a faculdade, nesse corre-corre doido, não tenho tido tempo nem dinheiro para manter contato com os meus amigos frequentes. Triste saber que o dinheiro (ou melhor, a falta dele) atrapalha até nessas horas. Antes de pagar essa maldita mensalidade da PUC eu tinha um celular que ligava à vontade. Saía mais. Falava sempre com todo mundo. Por outro lado, acho que é nessas horas de aperto que a gente vê quem são os nossos amigos de verdade (o que me deixar na terrível situação de não ter muita gente nesse grupo). Apesar de ser bem verdade o fato de uma boa parte dos meus amigos passar pelo mesmo problema de impossibilidade de comunicação frequente ( $ ) que eu. Estou carente. Precisando de um ombro amigo, de um abraço apertado, um cafuné...

Momento de muita emoção... Eu ouvi a voz do Rindu agora! E gostei.

Terça-feira, Junho 03, 2003

Cada dia fico mais e mais convencido da necessidade das minhas merecidas e necessárias férias. Rindu e Id Man, preparem-se para o que vão encontrar em Brasília. Hoje me aprontaram um pepino gigantesco para descascar. O que resultou em um estresse absurdo e menos R$ 27,00 em minha já debilitada conta corrente.

Trabalhos em grupo são sempre complicados. Hoje era a data de entrega de um trabalho interdisciplinar, que vale pontos para três matérias diferentes, e, portanto tinha que estar bem caprichado. Dividimos as tarefas em tópicos, cumpri minha parte, como era de se esperar e prontifiquei-me a juntar as oitras partes, formatar o trabalho e imprimi-lo. Assim, as outras pessoas do grupo ficaram de me enviar seus tópicos prontos e revisados por e-mail.

Quando faltavam 10 minutos para as 18h00, peguei os e-mails para montar o trabalho e eis que me vem a surpresa: faltvam 4 ou 5 tópicos e os prontos estavam uma bosta! Dez erros de concordância por linha e expressões profundas, que demonstram toda a teoria aprendida no semestre em três matérias , tipo "a Administração é muito importante para as empresas" (como assim?).

Acontece que eu levo pelo menos 1h para ir do trabalho para a faculdade e aquilo ali era impraticável! E o pior é que as antas dos meus colegas não sabem nem formatar um parágrafo no Word e ficam dando espaços no início das frases, melando toda a formatação científica, com medidas certinhas, que deve seguir as patéticas regras da ABNT. Sobrou pro Guess aqui ficar deletando espacinhos em cada parágrafo das 18 páginas. Fora o fato de eu ter que revisar e reescrever praticamente tudo.

Mas ainda falta a parte mais terrível dessa história. As 19h00 eu tinha prova. Mais que prova: a reposição de uma prova que eu já havia perdido. Ou seja, não poderia perder a prova duas vezes. Eis que, às 19h00, estava mandando imprimir o trabalho. Sim, minha prova estava começando e eu há quilômetros de distância. Peguei um táxi - no horário de pico na Av. Afonso Pena, imaginem - e liguei para uma colega da sala, para que avisasse ao professor que eu estava a caminho). 30 minutos e R$ 23,00 depois eu cheguei na faculdade num suadeiro só, fiz a prova correndo e ainda tive que gastar mais R$ 4,00 em xerox, pois havia me esquecido de imprimir mais duas cópias do trabalho para os outros professores. É mole?

Segunda-feira, Junho 02, 2003

Acho que sou daquele tipo de pessoa que não causa uma boa primeira impressão. Daqueles que você vai conhecendo aos poucos e descobre que eram completamente diferentes da fachada inicial, aparentemente sem sal, sabem?

Tudo por causa da maldita timidez. Ser tímido não é fácil. Você se cobra demais e acaba deixando de fazer um monte de coisas e de viver outras tantas com medo do que vão pensar, do que dirão... Isso é péssimo e estou mudando aos poucos. Tentando ser mais espontâneo, verdadeiro comigo mesmo.

Acho que esse post é, de certa forma, uma maneira meio inconsciente de dizer a quem me conhece - e a quem está em vias de me conhecer - , para que se deixe me conhecer melhor, com o tempo, e não fique com uma impressão superficial da minha pessoa. Outro dia li na contracapa de um livro: "você nunca terá uma segunda chance de causar uma boa primeira impressão". Fiquei um pouco apavorado. Queria estar todos os dias inspirado e espontâneo, como acontece bem de vez em quando. Não gosto desse meu jeito tímido apagado. Sei que aqui dentro mora alguém com muita luz.

Aderindo ao movimento dos blogs aliados, aproveito esse espaço de enorme audiência na internet (como se alguém acreditasse) para divulgar um festival de teatro muito bacana. Se você tem um grupo de teatro e está cursando o esnino fundamental ou médio, pode se inscrever no Festin. O primeiro festival intercolegial de teatro já vai para sua oitava edição. Aé eu já participei em uma das peças de dições anteriores. Você poderá apresentar seu espetáculo em um teatro profissional, com direito a som e iluminação, e concorrerá aos prêmios do juri, que são entregues numa festa super badalada no Teatro Alterosa, com presença de várias celebridades mineiras. Bom, o recado está dado! As inscrições vão até o final dessa semana e podem ser feitas pelo site www.festin.com.br.

Gente, meu final de semana foi estranho. No sábado, pela primeira vez na vida, acordei sozinho antes do despertador, na hora certa de ir para a aula e sem me sentir cansado, apesar de eu ter chegado de madrugada, depois de matar a aula na sexta-feira para ir ao aniversário de uma amiga minha da escola de música. Eis que, de repente, me deu uma vontade imeeeeeeeeeeeeensa de não ir à aula. De curtir pela primeira vez em meses uma manhã de sábado em casa bem tranquilo.

É final de semetre e agora eu posso faltar sem medo de tomar pau por ferquência em nenhuma matéria. Além do mais, eu sou o primiero da turma - apesar de não parecer, vocês até devem achar que eu nunca vou à aula - e estou muito bem em todas as matérias. Então, liguei o foda-se total e resolvi ficar em casa. Até desmarcar a aula de música eu desmarquei só para ficar o dia inteiro bodando. Tenho estado cansadíssimo ultimamente. Hoje mesmo o Marckye me disse pelo icq que, pelo blog, parece que eu não tenho parado um minuto por esses dias.

Foi bom bodar, apesar de o clima estar meio pesado aqui em casa. Vocês sabem como é. Mãe brigando porque a casa está uma bagunça, irmãos brigando para usar o computador, mudar o canal da televisão, abaixar o volume do som. Coleguinhas do irmãozinho (de nove anos) chegando para brincar e sendo recebidos com latidos estridentes da minha cadelinha. O típico fim de semana de uma típica família.

À tarde, meu primo me ligou chamando para ver Matrix Reloaded de novo. Resolvi ir. Programa light, cinema pertinho de casa. Tudo de bom. Vi e gostei bem mais que da primeira vez. Deu para entender muito melhor as coisas. E, Cristiano F., dessa vez eu entendi a conversa do Neo com o arquiteto da Matrix, ou pelo menos boa parte dela.

De lá eu me primo seguimos para a casa de um outro primo nosso que estava dando uma super-hiper-ultra-mga-thunderbird festa de aniversário (ai que legal, lembreu de uma amiga minha que fala super-hiper-ultra-mga-thunderbird e que eu não vejo há um tempão!). Tinha banda de música ao-vivo e tudo. Eu até cantei, hehehe! Se bem que essa foi a única parte boa da festa, que estava cheia de patricinhas e amigos falsos do meu primo, que só querem saber do dinheiro dele.

No domingo, nada de mais. Fiquei à toa em casa, enrolando para fazer um trabalho da faculdade, que eu ainda não finalizei. Fiquei de umas 17h00 até quase de madrugada na frente do computador para terminá-lo, agora só falta juntar as partes dos outros integrantes do meu grupo.

Estou chegando ao final do primeiro semestre da faculdade. Não vejo a hora de entrar de férias! E pensar que faltam apenas duas semaninhas... Ai! É tudo o que eu preciso...

Pois é. Eu aqui sofrendo e o Lôro lendo tudo. E ainda teve a coragem de dizer que leu minha odisséia para ver Matrix. Era o que me faltava. E já que você lê o blog, Lôro, aqui vai meu recado para você: vai pro inferno!

Embora minha vontade seja te mandar para o inferno, eu queria dizer que estava gostando mesmo de você e achei deprimente a sua atitutde. Coloque-se no meu lugar para saber que não é nada agradável ser desprezado por alguém. Muito menos por alguém de quem se gosta. Não desejo isso a você, nem aos meus inimigos. Pode parecer pouco, mas dói muito. Eu teria entendido se você tivesse chegado para mim e dito que não tava rolando, que não queria, ou qualquer coisa que fosse, mas me ignorar e desaparecer, definitivamente foi muito baixo. Mas fica o recado de que apesar de tudo, acho você uma pessoa bacana, que tem qualidades e a quem eu respeito e até admiro. E que precisa crescer muito ainda. Gostaria muito de ouvir um pedido de desculpas seu. Aí, quem sabe, poderíamos ser pelo menos amigos.


Domingo, Junho 01, 2003

Direto das cinzas, o Lôro apareceu no meu ICQ.

Meus comentários sobre essa conversa estão em azul:

Lôro: - Bom dia...
- Apareceu a margarida!
- pois eh, acontece nas melhores famílias... :-)
ow, tentei ligar no seu 96XX [celular] algumas vezes, mas só cai na secretária... não lembro do começo do seu tel da oi... claro q sei q eh 88alguma coisa, mas esse alguma coisa q nao lembro o q eh... [Como se eu não tivesse e-mail, nem ICQ, nem tivesse tentado falar com ele mil vezes!]
- 88xxxxxx
- blz, e bom q agora tenho guardado no meu histórico
como estão as coisas? [Estão ótimas, principalmente depois que o meu namorado desapareceu do planeta sem deixar vestígios e não teve coragem de me atender!]
- Tudo bem.
(....)
- e aih, qdo vai assitir matrix 2 de novo? [Como assim, de novo? Como ele sabia que eu já assiti?]
- Talvez hoje... Ainda sem planos....
- hehehee
se num for comprar ingresso agora c num vai conseguir naum... ehehehe
eu li sua odisseia pra ver o filme... :-)
a minha sorte eh q fui no sabado passado na primeira sessão... tava lotada, mas pelo menos nao tive problema pra conseguir o ingresso...
(....) [O que me irrita é ele falar que lê o blog e que viu a minha odisséia para assistir ao filme, o que siginifica que ele leu também tudo o que eu passei e sofri com o sumisso dele. E mesmo assim, finge que nada aconteceu. Pqp!]
pois é pois é pois é, como diria o Chaves...
Doctor, tou morreeeeeeeendo de fome, vou ver se como alguma coisa, mais tarde eu vorto, okz?
- Não é o Chaves e sim a Chiquinha que diz isso. Estou indo almoçar tbm.
- a eh, o Chaves fala isso isso isso! :-P . Bom apetite