Terça-feira, Setembro 30, 2003

3 meses. 90 dias. Duas mil cento e sessenta horas. Cento e vinte e nove mil e seiscentos minutos. Um recorde. Uma marca que apesar de não chegar a me trazer orgulho, está me deixando mais feliz. Hoje eu e o T estamos completando 3 meses de namoro. Até hoje, nunca tinha ficado tanto tempo assim com ninguém. Também nunca tinha ficado tão longe de um namorado. Muitos "nuncas" passaram para a lista das minhas experiências, e, se por um lado é maravilhoso, por outro, é um pouco assustador. Daqui para frente, o terreno é desconhecido. Tudo novo. Porém, estou muito feliz por querer e poder caminhar de peito aberto rumo e esse desconhecido, do lado de quem eu amo muito. Tudo o que eu mais queria agora era estar do lado dele para dizer o quanto eu o amo. O icq não ajudou, o telefone tá ocupado. Por isso, é aqui que eu vim te dizer, gatim, que você tem sido muito importante para mim nesses últimos três meses. Eu te amo demais, estou sentindo sua falta como nunca. Um beijo de quem te quer muito. "Feliz" três meses de namoro.

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Segunda-feira, Setembro 29, 2003

Minha boca está famosa.

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Domingo, Setembro 28, 2003

Sexta fui no Festival de Curtas com o Daniel Lot. Chegamos e os ingressos estava esgotados. Já estava indo embora, quando o Lot resolveu soltar toda a sua lábia com uma menina da organização e... pasmem! Fomos liberados! Conseguimos um lugar!

O que eu mais gostei foi da diversidade dos curtas. Além das nacionalidades, de russo a húngaro, passando por espanhol e inglês, havia curta para todo gosto. Uns usavam animação, outro tinha recurso de fotografia que ao invés de imagens em movimento, era todo baseado em sequências de imagens estáticas, como se a narração se desse sob um álbum de fotografias. Outro filme usava um efeito de edição louca em que as imagens dos atores mudavam freneticamente. É como se eles tivessem gravado dois atores fazendo um mesmo movimento de cena e depois sobrepuzessem essas imagens uma sob a outra, intercalando cada uma em intervalos míninos. Aí, a pessoa que faz a ação muda o tempo todo, numa coisa meio frenética. O cúmulo da fragmentação.

Quase no fim assistimos a um curta russo absurdo. Quase meia hora de cenas paradas em preto e branco, mostrando velinhos do interior da Rússia olhando para a câmera sem nada dizer e sem desempenhar qualquer ação ou emoção. Sem trilha sonora, sem movimentos de câmera, sem zoom, só o barulho do vento, dos marrecos nadando, dos cachorros latindo... Em fim, uma bosta. Eu e Daniel Lot ficamos pensando em qual seria a intenção do diretor com aquilo. Quando metade do cinema já tinha saído, estávamos prevendo uma entrada triunfal da Britney Spears cantando 'Ups I Did It Again' no meio daquela russaiada toda. Isso sim seria um filme "conceitual".

Depois de tudo, peguei um ônibus para a Cidade Nova com o Lot. Eu foi para a casa da minha prima Ju e ele para a casa de um amigo.

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Sexta-feira, Setembro 26, 2003

Ontem fui para o ITA Park com os meninos. Fui, mas não brinquei, porque chegando lá, decidimos não entrar. Estava muito tarde e o parque já ia fechar, daí acabamos decidindo comer no rodízio do Pizza Hut. Eu, Marckye, Crowbar, Gota, Daniel Lot (que estava careca), Ladrao e Shadow, que chegou mais tarde. De lá, fomos tomar água na casa do Marckye (sim, BH está num calor insuportável) e acabamos entrando numa acalorada dicussão com a Rosi sobre o que é "bom" ou não no cinema e na música.

De um lado, os meninos diziam que bom e ruim sempre vão depender de quem vê e que o fato de ser comercial e cheio de marketing por trás não torna um filme necessariamente ruim, nem tira o mérito do seu diretor. Do outro lado, a Rosi dizia que enquanto gosto não se discute, havia formas de dizer, analisando a contribuição histórica de um filme como obra cinematográfica, se ele era relevante ou não. E, de certa forma, era isso que definia, para ela, se o filme era mesmo bom ou não.

Na verdade, eu concordo com ambos os lados e acho que uma coisa não interfere na outra. Um filme pode ser relevante para a história do cinema e ser um ruim para mim ou para você. E vice-versa. O fato de um diretor pegar várias fórmulas prontas que já tinham sido usadas e juntá-las num único filme de forma original pode fazer, sim, um filme muito bom. E esse é, sim, um mérito do filme, mesmo que não haja contribuições relevantes para a cinematografia. Além disso, filme nenhum é só técnica, só temática. É arte, e assim sendo, emoção também. Tá, mas se cada um é tocado de forma diferente, o fato de um filme ter tocado multidões deve querer dizer alguma coisa. E esse mérito existe e é de alguém (mesmo que seja da indústria da publicidade). Dizemos se um filme é bom ou não pela forma como ele nos tocou e isso é muito difícil de objetivar, mas com certeza deve fazer parte de qualquer crítica cinematográfica. No fundo, acho que são as duas coisas juntas que fazem um "bom" filme. A técnica, a emoção e a contribuição da obra, tudo junto, fazem a coisa boa no fim.

Saímos no final de concenso nenhum e, na verdade, meio cansados de tanto bate-boca. Tá, teve um consenso: o de que o Lu é bonito. E só. Nem o Rodrigo Santoro conseguiu tal unanimidade. Viva o SGMED!

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Mudei a cor da letra desse blog. Tinha gente reclamando da leitura.

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Quinta-feira, Setembro 25, 2003

Boas notícias vindas do trabalho. Depois de uma intensa série de reuniões com importantes empresários no Rio e em São Paulo, incluindo nomes como o de Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, conseguimos captar mais de R$ 1 milhão para o fundo de investimentos que estamos montando. Não é dinheiro na conta ainda, porque o fundo são apenas intenções, por enquanto, mas quando chegarmos a R$ 3 milhões, começaremos a operar, o que significa que um tempo de bonança de aproxima. Em outubro, a série de reuniões segue, dessa vez nos Estados Unidos e no Canadá, com reuniões já confirmadas com nomões da indústria de Capital de Risco e da tecnologia mundial, como um dos diretores do M.I.T. (sim, o Massachusetts Institute of Technology).

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Mudanças radicais, também no visual. Ontem, o Kyle cortou meu cabelo curtíssimo, perto do que era antes. Ele veio no meu trabalho, para conferir uma novidade, que por enquanto é surpresa e acabou encontrando o Marckye por aqui, que veio mostrar um proposta de layout para um site.

Daqui, fomos para a casa do Kyle, onde tanto eu quanto o Marckye cortamos nas nossas lisas madeixas. E como estávamos mal intencionados (leia-se: loucos para beber), saímos de lá eu e o Marckye e fomos ao Café 3 Corações tomar uns chopps. O problema é que já se passava das 1h da madrugada e eu teria uma reunião importantíssima logo cedo no dia seguinte. Aí, resolvi pegar um táxi, me deixou R$ 30,00 mais pobre (logo eu, que disse para um certo grupo de pessoas que não gasteria R$ 30,00 num dia de jeito nenhum). Resumindo: ou eu vou no ITA Park hoje com os meninos ou no show da minhas escola de música no fim de semana. As duas coisas são incompatíveis ¿ pelo menos com meu bolso.


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Segunda-feira, Setembro 22, 2003

Tenho pensado muito no que posso fazer para ajudar uma grande amiga minha, a Dani, mas não sei como agir. Nos conhecemos há muitos anos, ela é a minha melhor amiga, dessas que choram no seu obro e ficam com o próprio ombro sempre disponível para você, também. Muito batalhadora, ela. E já sofreu demais na vida. Veio de uma família complicada de interior, rejeitada pela mãe e maltratada pelo pai, veio morar em Belo Horizonte com a irmã (uma das piores pessoas que já conheci). A irmã é dessas fúteis e interesseiras. Engravidou do primeiro rico que lhe apareceu e vive de aparências e da pensão que recebe. Nunca trabalhou e sempre pegou no pé da minha amiga. Cheia de vingancinhas estúpidas e caprichos, não a deixava ter chave, controlava a comida e vivia fazendo chabtagens emocionais, dizendo que a colocaria na rua caso não fizesse isso ou falasse aquilo. Depois de mais uma briga feia, ela saiu de casa e foi morar numa pensão dessas vagabundas no Centro da cidade, sem dinheiro e sem emprego. A Dani só estudou até o segundo grau, lá em Itabirito e não tem lá grandes experiências profissionais. O atual namorado não quer que ela trabalhe. Maxista e meio bobo, morre de ciúmes dela. Ele está se dando bem no trabalho, foi pro Chile, ganhou uma boa grana e está pensando em comprar um apartamento para os dois. Mas ele é inconstante e faz dependente. Não a deixa sair, nem ter amigos. Só me atura perto dela porque sabe que sou gay. Vive chifrando a menina, fazendo chantagens e joguinhos. Está se sentindo o dono do mundo porque ganhou algum dinheiro e sabe da dependência dela, por isso, ele a pisa e ela não reage com medo de terminar e perdê-lo. Sem ele, ela não paga a pensão, não tem celular... Par as casas da mãe e da irmã ela não volta de jeito nenhum, depois de tudo o que passou.

Já tentei arrumar um emprego para ela, mas essas coisas são difícies, especialmente hoje em dia. Eu a trouxe aqui no trabalho, para conhecer o pessoal e , quem sabe, ser nossa secretária, mas por aqui, o mar não está para peixe. Eu a vejo nessa situação e meu coração se aperta, queria ter o que fazer. Nessas horas queria ser rico, não para lhe emprestar dinheiro, mas para poder ajudá-la a crescer. Ela sempre foi muito esforçada, lê muito, procura conhecer muitas coisas. Sempre foi louca para estudar mais. Administração, Psicologia ou Publicidade, ela diz. Recomendei-lhe um curso sequencial. São só dois anos e a mensalidade é mais barata. Algo mais perto da realidade dela. Sempre quando penso nela, envergonho-me de reclamar da prórpia vida. Estou bem até demais. E queria que ela assim também estivesse.

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Domingo, Setembro 21, 2003

Mudanças radicais. Cara nova no blog, encerrando de vez uma fase negra. Fiz um texto que aparece toda vez que o mouse passa sobre a figura de uma cabeça aí acima, com o meu perfil. Resolvi postá-lo aqui.

Estou. Porque não sou. Nada posso ser, não vou e nem quero me sujeitar ao estático que o ser impôe. Feliz, triste, tímido, extrovertido, feio, bonito, apaixonado, amargurado, disposto, estressado, 15, 18, 20 anos, 50, 60, 65Kg... Pedaços de mim em retratos pelo tempo. Agora estou pensativo. Lírico, como, talvez, jamais estivesse. Invernos, já se passaram 20, embora eu nunca soubesse quando começava um ou terminava o outro. Faz tempo que não me meço nem me peso. Essa parte física das descrições, em verdade, é o que menos diz sobre a pessoa e o que mais todos estão interessados em saber. Incluso eu, nestes todos, não me excluo dos meus preconceitos, nem dos meus instintos. Antes, eu digitava direito. De uns tempo spara cá, comecei a troacr as letras no telcado. Estava trocando partes da minha vida também. Agora estou digitando melhor. Ou, pelo menos, com mais atenção, vigilante, como se não quisesse deixar a vida me atropelar. Gosto de quase tudo, em graus e intensidades diferentes. Não como salada, mesmo sabendo que prejudica minha saúde. Por isso, e para diminuir a fadiga de tanto teabalho, tomo vitaminas em comprimidos todos os dias, mesmo sabendo que pouco adianta. Trabalho muito, gosto do que faço, mas tenho muito medo do que me pode acontecer. Medo de ficar rico e chato, capitalista, de esquecer dos valores que eu tento preservar. Talvez por isso, o trabalho me sufoca às vezes. Não é fácil ser empresário, menos ainda tendo 20 anos. E ainda menos quando se trabalha com administração de negócios de alta tecnologia e altíssima rentabilidade potencial. Se falo com mais detalhes o que faço e o que já fiz para alguém, dizem logo que eu vou ficar rico e isso me assusta. Mesmo assim, de rico nada tenho. Ando de ônibus, vivo no vermelho e estive penando para pagar faculdade. Tanto, que tranquei o curso e agora, tento fazer de novo o tal vestibular, desta vez para uma universidade pública. Moro em Belo Horizonte, mas queria estar em Brasília. Meu namorado mora lá e queria que ele estivesse do meu lado. É difícil namorar a distância, nunca pensei que aconteceria comigo. Eu o amo, de uma forma muito bonita e com uma maturidade que nunca achei que pudesse ter, em se tratando de relacionamentos afetivos. Acho que estou escrevendo demais. Sou geminiano, em eterno conflito, agravado pelo acendente em câncer, que me faz ainda mais sensível. Não sei se acredito em hioróscopo, mas sempre funcionou bem comigo. Talvez seja porque a gente procura enxergar o que quer. É difícil gostar de homens, sendo homem. Quando eu era criança, sofria muito. Me achava anormal e destinado a ser infeliz para sempre. Mas aí cresci e vi que havia muita gente assim. Vi que nem todo mundo era como os rótulos que eu conhecia e aprendi a não rotular as pessoas, nem aqueles que se encaixavam nos tais rótulos. Pelo menos eu tento. Já namorei, me apaixonei, terminei, magoei-me, como todo mundo e pelo menos até agora, estou feliz do lado do meu T. Fiz amigos maravilhosos, de quem eu gosto demais. Muitos deles estão com seus nicks escritos aí ao lado. Belas pessoas atrás desses blogs. Continuo escrevendo muito, mesmo já tendo notado que devia parar. Daqui a pouco, acaba o espaço e talvez você ainda nem tenha tido paciência de ler tudo. Sou um produto de todas essas coisas e na maioria das vezes não consigo me entender. Mesmo assim, me considero feliz. Dizem que é preciso coragem para se considerar feliz. Não sei se a tenho, mas quero crer que sim. Gosto de mim e de como estou vivendo.

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Sexta-feira, Setembro 19, 2003

Hoje Shakespeare perdeu metade dos pontos comigo.. Logo eu, que sempre o achei um gênio da literatura, com um texto envolvente e original. Vejam só a passagem da mitologia grega que eu descobri (nada como ler livros para o vestibular). A mais bela jovem do leste, Tisbe, viveu com Píramo, o também mais belo jovem, na Babilônia, cidade da rainha Semírames, em casas tão unidas que apenas uma parede os separava. Quiseram se casar, porém os pais proibiram o matrimônio. Mas o amor continuou ardente. Na parede que os sepárava, acharam uma fenda, pela qual trocavam suspiros.Combinaram de encontrar-se uma noite. Tisbe, atacada por uma leoa, escapou. Píramo, chegando atrasado ao local, suspeitou que ela tivesse sido morta, e então, deixou-se matar. Quando ela o viu morto, matou-se com a espada dele.

Que original, heim Shakespeare?

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Terça-feira, Setembro 16, 2003

Ontem saí com o Shadow e o Ladrão. Já fazia um tempo que eu não os via. Foi legal e divertido. Conversamos muito sobre um monte de coisas! Fiquei feliz. Eles me acompanharam até o ponto do meu ônibus. Quando cheguei lá, o ônibus estava saindo e corri feito louco para pegá-lo, sem ter tempo de me despedir direito. Coisas de quem teria que esperar meia hora no ponto se deixasse o ônibus ir embora. :)

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Atendendo a conselhos do Rindu e de um colega de trabalho, comecei a tomar vitaminas para ver se o stress melhora. Hoje foi meu primeiro dia com o tal Centrum. Quando cheguei na farmácia, ia comprar Stresstab, mas preferi ficar com esse, que segundo o farmacêutico tinha mais vitaminas, efeito similar e custava menos. Espero não ter comprado gato por lebre. O comprimido é gigante, tenho que parti-lo em três pedaços para conseguir engolir. Mas supre 100% das necessidades vitiamínicas e minerais diárias de uma pessoa normal. Quem sabe assim meu humor não melhora, já que minha alimentação é terrível mesmo...

Estou me sentido péssimo por ter que recorrer a esses "métodos", mas acho que mal não pode fazer, não é mesmo?

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Sábado, Setembro 13, 2003

Estou cansado de mim. Cansado da minha cara de sempre, das minhas reações de sempre - ou da falta delas. Estou cansado da inércia que se tornou a minha vida. Estou cansado das minhas olheiras, da minha barba sempre por fazer. Cansado de achar o tempo todo que eu poderia estar fazendo mais e melhor na mida vida, no meu trabalho, na minha família, com os meus amigos. Cansado da minha timidez, da minha postura...

Isso não foi um comentário suicida. Foi mesmo uma constatação de que eu preciso de mudanças... Já!

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Quinta-feira, eu, Gota e Corwbar e Marckye fomos ver a apresentação da banda do professor do Marckye lá no Shardim Fashion Mall, o shopping dos novos ricos de BH, onde tudo custa os olhos da cara. Achei a banda média, eles tocam os clássico do rock dos anos 80 em versões acústicas. Tinha vocalista que se achava o gostoso, coitado. Era o único que tinha um microfone daqueles auriculares para ficar dançando sem precisar do pedestal. Já o professor do Marckye canta melhor, é bem mais bonito, menos estrela e canta com o microfone no pedestal.

Saindo de lá fomos pro Mc Donald's da Prudente: o único que aceita cartão em BH, alguém sabe por que? Ficamos conversando durante um bom tempo e aí, sei lá como, o assunto chegou em como nossas famílias reagiram com o fato de sermos gays. Daí contei para eles como foi quando falei pros meus primos (e só para eles, até o momento). Na verdade, meus primos já sabiam - assim como eu desconfio que boa parte da minha família - e prepararam uma "armadilha". Saímos e começamos uma brincadiera que funciona assim: todo mundo coloca as duas mãos sobre a mesma e, um de cada vez, vai dizendo alguma coisa que nunca fez. "Eu nunca fiz isso, eu nunca fiz aquilo". Aquele que já tiver feito tal coisa tira uma das mãos da mesa. Vence quem ficar com pelo menos uma mão na mesa até o fim. Só que minha prima pegou pesado e já começou o jogo com um "eu nunca beijei uma mulher". Bom, daquela vez minha mão saira da mesa, afinal, já beijei algumas. Não demorou muito para o meu primo dizer "Nunca fiquei com ninguém do mesmo sexo". E aí minha mão continiou lá, paradinha... Até que a tirei da mesa. Houve um certo furor mascarado, do tipo "estamos fingimos que nada aconteceu", até que depois de uma rodada, meu primo falou: " a gente já sabia". E aí rolou aquele papo de "gostamos de você do jeito que você é", blá, blá, blá. Foi bem legal. Nessa ocasião eu estava namorando o Músico e o que eu não contei pros meninos no Mc Donald's era que o meu namorado estava com a gente nesse dia, com a mão ali, em cima da mesa na brincadeira também. Terminamos pouco tempo depois, mas até hoje me lembro dele como alguém que participou desse momento super importante da minha vida, que foi contar para os meus primos, que são as pessoas que eu mais amo na minha família, além de pais e irmãos.

Depois dessa história, resolvemos brincar disso lá no Mc Donald's também e ficamos horas rindo muito com as respostas um tanto reveleadoras do que cada já tinha feito - ou nunca fizera. Combinamos de brincar disso no próximo encontro de blogueiros.

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Quinta-feira, Setembro 11, 2003

Estou cansado de mim. Não, isso não foi um comentário suicida. Só uma constatação de que mudanças são necessárias...

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Ontem fui com o Gota e o Crowbar assistir Durval Discos. Achei o filme adorável (até certo ponto). Ótimo (até certo ponto). E muito divertido tambpem (até certo ponto). O certo ponto deve ser mais menos após dois terços do começo do filme. Nesse ponto, acontece uma reviravolta absurda e a história fica louca! Juro que tentie muito, mas ainda não descobri o propósito da diretora com essa mudança. Ajuda, mas não explica, o comentário do Gota sobre o slogan do filme: "Tudo na vida tem o lado A e o lado B".

De lá, fomos para a Savassi nos encontrar com os blogueiros e com a Deusa de ébano, a legendária Japa. Tava legal, apesar de seremos muitos e não conseguirmos ficar todos sentandos numa mesa só. Aí rolaram umas panelinhas e tal Ah, sim: a Leila Entrevista estava sentada na mesma do nosso lado! Bom, de lá, o Crowbar e o Gota me deixaram em casa e depois foram deixar o Marckye na dele. Meu amigo japinha viu como é looooonge o Barreiro. :)

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Segunda-feira, Setembro 08, 2003

sexta: queria te rido no niver dos blogs do Crowbar e do Gota, mas tive que ir a um evento de lançamento de um produto que ajudei a modelar no trabalho. Pelo menos o lançamento aconteceu num show muito bacana de diversos músicos mineiros. Foram 22 canções interpretadas plea nova geração de artistas locais, em homenagem ao Clube da Esquina! Só músicas ótimas. Tinh auma menina, de quem ue não vou me esquecer mais, chamada Maria Luiza. Ela tem uns 14 anos, você olha e não dá nada por ela, mas quando a dita cuja abre a boca, sugem ums 30 Elzas Soares. Que voz é aquela! Eestavam presentes também minhas ídolas do Grupo Amaranto! :-)

sábado: acordei, almocei e fui trabalhar (pois é... eu trabalho no sábado). À noite, eu teria show, mas antes disso resolvi dar uma passadinha com a minha amiga Dani no recorde do Bruno Motta. De lá, voltei para o show, coma garganta meio mal. Estava com uma certa dor de cabeça e um estado meio febril. Pois é, vinha gripe por aí. Tomei umas pastilhas para dar conta de cantar e perdi o tom em duas músicas. Voltei pra casa de táxi porque não ia aguentar esperar ônibus naquele "estado".

domingo: por causa do meu estado doente, não fui ao churrasco de comemoração de 1 ano de uma das empresas que criamos no meu trabalho (até o nome dela fui eu que inventei...). [Eu trabalho numa aceleradora de negócios, criamos empresas o tempo todo]. Também não fui no zoológico com os blogueiros. Acordei meio dia, almocei, assiti um pouco de TV e voltei a dormir. Acordei de novo na hora do Fantástico e antes que o programa acabasse estava dormingo de novo, embaixo de quilos de cobertor.

hoje: amanheci melhor, mas não fui trabalhar de manhã. Achei que se fosse, poderi apiorar. Mesmo assim, minha consciência doeu e lá fui eu pro batente logo depois do almoço. Dito e feito. Estou pior e sem ânimo para estudar (eu prometi que começaria nesta segunda, ou seja, HOJE). Mas de amanhã não passa!

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Estou passando mal... Combinei que ia começar a etsudar hoje pro vestibular, mas a dor de cabeça e a tosse não estão diexando. Vou ter que adiar minha promessa para amanhã...

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Sexta-feira, Setembro 05, 2003

Hoje tem comemoração pelos 2 anos de vida em Borovnia (a.k.a. neurose tupiniquim) e de 1 ano do blog Gotas de Sangue! Parece inacreditável, mas os dois começaram os blogs no mesmo dia! Sim, meus caros e minhas caras. É aniversário do blog do ótimo Your Crowbar! E do excelente GotA de Sangue! Estou tentanto me livrar de um compromisso chatinho de trabalho para poder ir. Espero que nada me atrapalhe. Pena que não deu para eu ir... :)

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QUASE


Ainda pior que a convicção do não, é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase!

É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase amou não amou.

Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna.A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e na frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "bom dia", quase que sussurrados.

Sobra covardia e falta coragem até para ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor. Mas não são.

Se a virtude estivesse mesmo no meio-termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Para os erros há perdão, para os fracassos, chance, para os amores impossíveis, tempo.

De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim
é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.

Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando...
Fazendo que planejando... Vivendo que esperando... Porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

Luiz Fernando Veríssimo



Recebi esse texto pela internet, li e ele me ajudou hoje. Espero que ajude você também.

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Quinta-feira, Setembro 04, 2003

Nossa, estou absolutamente encantado nesse momento! Minhas ídolas absolutas da música mineira, a maravilhosas Flávia, Lúcia e Marina do trio Amaranto entraram no meu blog. Sim, elas mesmas! Chegaram até aqui fazendo uma busca sobre que havia na internet sobre o grupo e deixaram um comentário!!!!! E me deixaram muito feliz. É por essas e outras que adoro a Internet!



"Oi! Ficamos muito felizes ao ver seus comentários sobre o nosso trabalho, especialmente sobre o nosso show no Palácio das Artes. Muito obrigada por ter ido, apesar dos apertos. Temos certeza de que não faltarão oportunidades de você ter o seu CD autografado. Estamos em São Paulo, trabalhando a divulgação do "Brasilêro" e estávamos fazendo um apanhado do que há na rede sobre o Amaranto, quando encontramos você. Um abraço e até breve! "


Flávia,Lúcia,Marina


Vocês notaram o "até breve"? Será que é sinal que elas vão voltar? Tomara, aahahahahah! Essas meninas prometem! São o futuro (e, para ser justo, o presente também) da música mineira. Quem não conhece não sabe o que está perdendo!

Tomara que elas voltem mesmo, heheh...

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Quarta-feira, Setembro 03, 2003

Tem horas na vida em que a gente tem que tomar certas decisões que mudam tudo. Essa semana tive um momento desses. Foi na segunda-feira, no meio da aula de Filosofia. Eu, acabado, tentanto prestar atenção no professor. Ele falava do quanto nós temos que ter consciência das coisas, no sentido folosófico, ou seja, "ter ciência" do que acontece e tomar nossas decisões com serenidade e clareza do que está à nossa volta - ou pelo menos clareza de que as coisas não estão claras, se for o caso.

Aquele tinha sido um dia difícil. Trabalhei pra caramba e estava tão estressado que minha memória - que andava meio abalada - começou a falhar feio. Esqueci de ir à aula de música (eu NUNCA esqueço da aula de música), esqueci as coisas que tinha para fazer, esqueci meu telefone em casa, quase esqueci de almoçar. Não lembrava nem o número do meu ramal. Estava com dor de cabeça, dor pelo corpo... E aí, no meio da aula, eu comecei a pensar sobre minha vida e sobre como estava difícil e cansativo trabalhar 10h e estudar mais 4h todos os dias, morando longe, pegando ônibus e quase sem dinheiro, preocupado com a fatura do cartão e com o limite do banco. Tentei tomar ciência do que estava acontecendo e percebi que, daquele jeito, não estava conseguindo nem trabalhar, nem estudar. E nem viver. Desci até a secretaria e 10 minutos depois estava com meu curso trancado.

Agora vou estudar para passar na UFMG. E, se não conseguir, vou fazer vestibular na FUMEC de manhã, que é do lado do meu trabalho (desculpe se alguém não o fez, mas até uma lesma paralítica passa na FUMEC). Assim, ganhei quase R$ 500,00 a mais por mês para acabar com minhas dívidas e viver melhor e fiquei com tempo para estudar pro vestibular e curtir os meus amigos. Foi uma decisão difícil. Tanto, que cheguei em casa aos prantos, chorando, sendo acudido por meu pai e minha mãe. Mas o choro foi mais uma válvula de escape para todo o estresse acumulado do que algo provocado pelo trancamento em si. Achei melhor assim. E estou mais feliz por isso.

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Mudanças... É bom mudar. Isso daqui estava precisando de um ar novo...

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Segunda-feira, Setembro 01, 2003

:: Um pouco de nostalgia ::

* Chicletes Mini *

Um monte de quadradilhos coloridos de chicletes. Bem pequenininhos. Minis! Eu adorava os Chicletes Mini. Morria de pirraça para minha mãe comprar um desses quando estávamos perto de qualquer comércio. Eu gostava de jogar os quadradinhos todos na mão e pegá-los com a língua! Recordar é viver!

by Guess



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Resumo do fim-de-semana:

Sábado: Fiquei em casa assistindo o programa de calouros do Raul Gil (gente, os calouros do Raul Gil são ótimos! Eles cantam muito, palavra de quem estuda canto há um bom tempo). À noite, resolvi ir a um show de amigos meus lá na minha escola de música. Por mais que eu tente, não consigo sair de lá. Revi o pessoal, dei umas canjas, de leve e voltei pra casa.

Domingo: Acordei tarde e fiquei na net um pouco. Minha mãe ¿ que nunca sai de casa ¿ resolveu do nada ir ao cinema. Fomos então e vimos Lisbela e o Prisioneiro, filme brasileiro com Selton Mello e Débora Falabella. Legalzinho. Tem alguma coisa nele que me incomodou um pouco e eu ainda não consegui definir. Acho que é essa repetição da Globo Filmes por películas retratando o Nordeste, sempre com os mesmos autores (pense no elenco de o Auto da Compadecida. Pois é, ta quase todo mundo lá. Basicamente nos mesmos tipos de papéis). Aí fui para o Eddies Fine Burgers comemorar o aniversário do Kyle. Estavam lá também Jin, Bjorn, Lu, Fernanda, Marta (irmã do Lu, gracinha de pessoa), Paulo, Chico (lembrei!!! Eu sou péssimo para lembrar os nomes das pessoas que acabo de conhecer), Gota e Crowbar, que me levaram em casa depois (obrigado).

Hoje, acordei atrasado, vim trabalhar correndo e de tão afobado que estava, esqueci que tinha aula de música. Lembrei com meu professor me ligando. Tsc, tsc, tsc.


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