Quarta-feira, Maio 26, 2004

Esses dias tem sido de cuidar da saúde. Posso dizer que hoje é o primeiro dia em que me sinto realmente bem e disposto. Depois de três idas ao médico e algumas chapas de raio-x, tive diagnósticos que foram de amigdalite a rinite, pasando por influenza. Estou tomanda antibióticos super-modernos e caríssimos (quase morrei quando estava no caixa da farmácial, com 3 notas de 10 na mão e a caixa, sorridente, disse "R$ 154.30", senhor.). Pelo menos parece que eles estão funcionando bem. Uma única dose das 10 que terei de tomar foi suficiente para acabar completamente com minha dor de garganta. Parece mágica, mas são os milagres da ciência!

O que me deixa triste é que essa minha enfermidade deixou uma vítima, além de mim. A Nina, minha querida amiga e protetora, não resistiu e acabou sendo contaminada por esta peste. Tá até hoje sem trabalhar e ir a aula. Até prova ela perdeu. Melhoras, Nina!

Aqui no trabalho, o pessoal tá meio de cara feia comigo. Muitos atrasos, por causa da doença e tal. Acabei esquecendo de dois caras que eu tinha de entrevistar. Tenho que me tornar mais responsável! O problema é que ficar mais responsável com 40 graus de febre é um pouco mais difícil.

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Sexta-feira, Maio 21, 2004

Ontem acordei com febre. Muitafebre. Fui trabalhar com febre. Tomei remédio e continuei com febre. Fui para a feira no Minascentro com febre. Estava com tanta febre, que fiquei meio confuso e resolvi ir pr acasa de táxi. Vi que a coisa ia piorar, fiquei sem saber o que fazer. Até que liguei para a Nina.

Quando ela chegou eu estava enrolado nas cobertas, delirando. Eu fala que pessoas queriam me matar e outras loucuras desconexas. No meio disso tudo, eu pedia para ela ligar pro Shadow, pro DLM, pra minha mãe, pro UCBH. E ela fez isso. E pegou os dados do meu convênio médico com o pessoal lá de casa.

Saimos correndo pra clínica, fui atendido por uma médica estranha (ou talvez eu estivesse achando tudo estranho, por causa da febre - inclusive a médica). Tinha 39,5 graus de febre. E, como a Nina tinha me dado um remédio, era capaz de eu estar mais quente ainda em casa. Tomei duas injeções enormes e pedi para enfermeira para não doer. Depois ela colocou aquele negocinho de algodão no meu braço que parece um botão, que é para o sangue não sair pelo buraquinho da agulha. De lá para a farmácia, da famácia para casa. No meio do caminho, pegamos o Shadow, que saiu mais cedo do estágio para me ajudar.

Cheguei em casa. A Nina fez sopinha pra mim. Nina é minha heroína! Eu amo ela! Ela disse que nos meus demlórios, eu falei que ela não podia ir embora pra Betim. Agora, são, eu repito a mesma coisa: você não pode ir, Nina!

Durante a noite, o Shadow tomou conta de mim. Fez carinho, me deu remédio... É tão bom ter alguém como ele do meu lado... Com o Shadow, eu adquiri uma cumplicidade que sempre quis, quando imaginava um namoro ideal. E estou muito feliz por isso.

De madrugada, ele me deu um beijo e disse: "Parabéns, amor!".

É que hoje é aniversário. Tá, hoje é aniversário de muita gente, mas hoje também é um aniversário especial.

Hoje é nosso aniversário de seis meses de namoro. Meio ano juntos é um bocado de tempo.

Hoje à noite nós vamos ver filmes e ele vai cuidar de mim mais pouquinho. É bom ser cuidado. Melhor ainda é ter quem cuide da gente. E é por isso e por um monte de outras coisas que não dá para escrever, que eu te amo, Pushí! Você é a melhor coisa que me aconteceu nos últimos 6 meses.

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Quarta-feira, Maio 19, 2004

Meu final de semana foi ótimo! Como é bom ter amigos!

O Didi veio de São Paulo para passear por Belzónti e encontramos todo o pessoal. Na verdade, a visita foi surpresa. Um plano conspiratório foi elaborado com a Deusa Japa, que mobilizou todo mundo dizendo ter um "problema enorme e urgentíssimo" para resolver, acordou a garela no sábado de manhã e fez todos aparecerem cedinho no shopping para recebê-lo. Almoçamos no restaurante da mãe do Lu.

Mais tarde, teve Rondinella. Os meninos foram me ver cantar, o que foi ótimo! E eu ainda conheci pessoas ótimas, que só tinha visto antes no Orkut.

No domingão, depois de uma noite ótima, fui trabalhar - sim, eu trabelehei no domingo - e, mais tarde, eu e o Shadow ficamos vendo filmes lá em casa. A gente assistiu a Houve uma Vez Dois Verões, do diretor gaúcho Jorge Furtado. Teve repeteco na segunda-feira, com mais um filme, Embriagado de Amor, mas nesse, a gente dormiu antes do fim.

Hihihih... Entrei para um grupo presidido por Cristiano F. e outros seletos integrantes. Os detalhes, não posso revelar!

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Sábado, Maio 15, 2004

Bom, vejam se vocês conseguem imaginar isso.

Você tem um namorado. Ele é bonito. Logo, quando vocês saem, ele chama atenção e tudo mais.

Mas você nem é cuimento, confia em si mesmo e no sentimento que vocês têm um pelo outro. Essas coisas são normais, afinal, você mesmo já olhou para um monte de caras na rua sem saber se eles tinham namorado ou não.

Tá. Aí um dia você descobre que o seu namorado tem um fã. Um carinha que carregou processos para ele no forum, num dia em que, estabanadamente, ele os deixou cair no chão, e depois pediu telefone, virou amigo e você sabe que essa amizade tem um fundo de "outras coisas", afinal nenhum homem pede o telefone do outro assim.

Tá. Sem problemas, afinal, você confia no seu namorado.

Aí esse cara entra no Orkut e vai virando amigo virtual dos seus amigos. Então, um belo dia, ele manda uma mensagem para um dos seus melhores amigos, que MORA com você e conhece o seu namorado, dizendo que gosta do seu namorado, dizendo detalhes de como gosta de cada sorriso e jeitinho dele, e pedindo conselhos para conquistá-lo. Pior: ele deixa isso claro para você e para todo mundo, explicitamente, com recadinhos no Orkut dos outros e no seu próprio, inclusive.

Daí você, como qualquer ser humano, vai ficar irritado, é óbvio, afinal, o tal carinha sabe que você é namorado do seu namorado. E espantado com a falta de limites e noção de algumas pessoas. Porque é claro que todos os seus amigos, em sendo amigos de verdade, te apoiam e, ao lerem o Orkut, vão ficar espantados com a atitude do cara e tal. E, sim, é óbvio que o seu amigo não vai responder ao e-mail dizendo "Olá querido! Conquiste o namorado do meu amigo assim e assado!".

Mas não satisfeito, o tal sujeito comenta no seu blog, na maior cara de pau e ainda te chama para ser "amigo" no Orkut. "Parabéns pelo namorado", ele diz.

Você, com pena, porque este é o único sentimento que se pode ter de uma pessoa dessas, manda um e-mail pro tal cara. Diz que não quer julgá-lo ou culpá-lo, já que você nem o conhece e que paixão não escolhe hora para chegar, nem pessoa. Que por isso, você o entende, mas que você e seu namoado estão bem, felizes e que por isso, ele deveria partir para outra. Um e-mail sincero, honesto.

E sabem o que acontece? Chega a resposta, que, entre outros absurdos, diz "eu não me importo se vocês estão namorando. Gosto dele, confio no meu taco e vou passar por cima de qualquer coisa para conquistá-lo, inclusive de você".

Pior ainda: ele repassa o e-mail que eu o enviei para o meu namorado, dizendo: "Tem alguém surtando. Não respondi em respeito a você". Não respondeu? Como assim, não respondeu? E o que era aquilo na minha caixa postal?

Aí você pára, perplexo e pensa. Pensa em como a vida deixou certas pessoas tão egoístas, individualistas, sem a mínima moral. Pensa no quanto você ama o seu namorado e no quanto você sabe que ele te ama. Pensa em como uma pessoas dessas vai perder o tempo, e energia, tentando destruir o seu namoro, atrapalhando, prejudicando não só a você, mas ao seu namorado (que é o objeto de paixão dele), afinal vocês estão bem e felizes juntos. Para que fazer isso, enquanto ele podia estar cuidado no bem estar da vida dele, dos amigos, das pessoas. E isso que chamam de "energia negativa", esse rancor, esse "gastar tempo" desejando mal, manipulando. Pena, é só isso que você continua podendo sentir desse cara.

Meu amigo, só tenho uma coisa a dizer: você pode até querer guerra, como me disse no e-mail.

Mais essa guerra já está ganha, porque ele já fez a escolha dele. E não foi você.

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Quinta-feira, Maio 13, 2004

A noite foi boa, especialmente a parte em que ficamos acordados.

De manhã, toca o despertador. Ele já foi. "Vou me espreguiçar. Daqui a 2 minutos, levanto e tomo banho".

Triiiiiiiimm!. É o celular. 10:30. Antes que eu atenda, acaba a bateria. Banho corrido, ônibus corrido. Bronca merecida.

Dor de cabeça. Garganta dolorida. Araújo. Própolis, mel, gengibre, limão e guaco. Tosse. Desânimo. E-mail desaforado. Mais desânimo.

Acho que não vou à aula.

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Quarta-feira, Maio 12, 2004

O fim de semana foi bem bacana. Sexta fui ao Rondinella ver o Pedo Morais com a Nina, seu irmão e respectiva namorada, e a Manu, que é uma ótima pessoa. Adorei conhecê-la! Essas duas (Manu e a namorada) eram fãs inverteradas do rapaz, mas a chegada da namorada do moço deixou Manu um pouco... alterada.

Sábado teve Rondinella de novo, mas desta quez, quem estava cantando era eu! Antes, fui ao shopping com Shadow e Ace para comprar o presente da minha mãe. Eles me deixaram lá na Savassi, mas não ficaram para o show. Descobri que algumas pessoas que lêem esse blog passaram lá em frente ao Rondinella para verem quem eu era. Bacana. Melhor seria se se identificassem.

Domingo, dia das mães. Fui a casa da minha avó e comi feito um condenado! Tinha tortas, bolos, roscas, pães, patês, pães, biscoitos, geléias, chás, iogurtes, refrigrantes, gelatinas, pudins, etc, etc. E como, quando cheguei, eu não tinha almoçado, minha vovó ainda fez comida para mim! Huhahahahaha!

Ontem tive uma surpresa não muito agradável sobre certas pessoas que querem tirar certos namorados de outras pessoas. Fiquei com raiva! Mas já passou.

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Sexta-feira, Maio 07, 2004

Saindo da linha existencialista melodramática do meu post de quarta, voltaremos a nossa programação normal. Hehehe... Brincadeira! Mas é que muitoa gente ontem falou sobre o meu post. Gostei muito do que a Nina disse. Ela falou que achava que eu cresci rápido demais". Acho que ela tem razão. Mas também não vou fazer disso um drama. Crescer rápido, mais do que desvantagens, traz muitas vantagens também. É bom postar assim, porque você acaba refletindo mais sobre si mesmo e recebendo o ombro dos seus amigos. Eu me senti mais aliviado, depois de postar, e por isso, passei uma quinta-feira ótima!

Fomos ao Andaluz para a The Best Party Ever, pelo aniversário do Gota de Sangue. Eu estava bem animado! E foi bacana conhecer gente nova: Dado, Bi oLogic e roxer (aliás, pode me cobrar o seu template de estréia, heim?). Os três parecem ser muito legais. Apareçam mais nos nossos encontros! Tava bem bacana. Eu me diverti pra caramba ao som do DJ Exx-Cocó, hihih.

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Quarta-feira, Maio 05, 2004

As pessoas dizem que eu ando postando pouco. Ando mesmo.

Estou sem tempo, sem ânimo de escrever e, ns verdade, com um sentimento enorme de não ter muito o que dizer. Sentimento péssimo, aliás.

Às vezes, penso que ao invés de não ter o que dizer, esse sentimento seja de auto-preservação. Uma defesa inconsciente de quem, talvez, não queira revelar o que está sentindo. Se for isso mesmo, para que blog? Afinal, eu sempre concebi esse espaço como meu, no sentido mais amplo e legítimo. Aqui cabe tudo o que eu quero. Ou pelo enos deveria caber.

Mas será que eu quero mesmod izer alguma coisa? Será que eu tenho alguma coisa para dizer? Será que estou feliz agora?

A Marta Medeiros diz que a gente sempre sabe. Não sei se ela está certa, pois a verdade, é que eu sinceramente acredito que não sei. Essas são mesmo questões existenciais. Vai saber, né?

Minha vida tem mudando profundamente nesse último 1 ano. Muito do mundo perdeu o encanto. Sabe quando você é criança e o mundo é todo um "por descobrir", cheio de mistérios? Essa delícia infantil, esse encantamento... Ele se foi. E ficou a carga, pesada, do dia-a-dia. As obrigações e uma vontade enorme de me superar, de vencer. De ir em busca de um "sucesso" que eu não sei se tem a ver com "felicidade". De ir em busca de uma "independência" que eu não sei se tem a ver com esse sucesso. Afinal, não é isso que todo mundo busca?

Às vezes, penso que sou infeliz. E logo em seguida, me vem a cabeça a idéia de que é absurdo e leviano dizer uma coisa dessas. Afinal, quantas e quantas pessoas nao vive em estado de miséria - material, cultural e emocional? E como é que, diante disso, e tendo uma vida considerada privilegiada, eu posso me achar infeliz? E o que é "felicidade", afinal?

E o que é que eu tenho a dizer, afinal?

E o que é que eu quero da minha vida, afinal?

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