Estou. Porque não sou. Nada posso ser, não vou e nem quero me sujeitar ao estático que o ser impôe. Feliz, triste, tímido, extrovertido, feio, bonito, apaixonado, amargurado, disposto, estressado, 15, 18, 20 anos, 50, 60, 65Kg... Pedaços de mim em retratos pelo tempo. Agora não sei como estou. Acha que me conhecia. Achava que sabia muito sobre mim. Mas não sei tanto assim. Os valores que eu pensava que eram meus, de repente pareceram tão forçados, empurrados para dentro da minha cabeça, sem muito sentido. Ah, não tenho nada para falar aqui. Não quero falar nada agora. Estou me construindo de novo.